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se pode, obviamente, configurar todos aqueles “santinhos”
dos candidatos na calçada das escolas como boca
de urna, afinal são jogados nas ruas um dia antes
e não são entregues nas mãos dos
eleitores no dia da eleição. Mas sem dúvida
trata-se de uma contravenção que deve
ser reprimida.
Recordo-me da escola em que fui votar, onde o “lixo”,
a sujeira feita pelos “santinhos”, tomava
o quarteirão inteiro. E como o tempo estava chuvoso,
virou uma pasta escorregadia sobre as calçadas.
A cada dois anos a mídia divulga na TV várias
matérias mostrando o estado lastimável
em que ficam as cidades com a poluição
da política, papéis, faixas e cartazes.
Será que um dia irá existir na nossa sociedade
uma eleição limpa?
O mesmo raciocínio vale para os candidatos. Se
o que eles têm a propor ao povo tem algum valor
importante, sem dúvida há meios mais conscientes
para divulgação.
A sujeira diante das zonas eleitorais, sem o consentimento
da população e principalmente dos moradores
vizinhos, é falta de cidadania. E, como tal,
deveria ser proibida ou em último caso, ser limpa
no dia seguinte. Mas não foi isso que vi acontecendo
no meu bairro ou nos bairros vizinhos.
Eu, como milhões de cidadãos, gosto de
ver minha cidade limpa. Faço minha parte, de
um lado mantendo a fachada de minha casa limpa e de
outro pagando impostos para que a prefeitura faça
o mesmo com as ruas da cidade. Se os candidatos têm
o “direito” de fazer campanhas, também
tenho o meu de querer Ribeirão Preto em ordem
e bonita. Quem sabe nas próximas eleições
algo mude!
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