Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

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Cigarro e anticoncepcional podem resultar numa mistura perigosa

DESENHO Marco Antônio Pereira, 2ºPP


Kiko Magrini
Aline Patrícia dos Santos

 

Pesquisas mostram que mulheres que fumam e usam anticoncepcionais estão se arriscando a ter sérios problemas na circulação sangüínea. “Cada um desses hábitos por si só é um fator de risco para a saúde e, quando usados ao mesmo tempo, potencializa os riscos de doenças vasculares, como trombose, varizes e até acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como derrame”, alerta o médico ginecologista João Carlos Bavaresco Cristóvão.
Ele informa ainda que, na Europa, antes de receitar algum tipo de anticoncepcional, o médico é obrigado a pesquisar o histórico de sua paciente, para que esta não venha a desenvolver problemas circulatórios provocados pelo uso desse medicamento.
O cigarro é responsável por 40% das mortes de mulheres com menos de 65 anos. Mulheres em fase de reposição hormonal podem desenvolver trombose. A tendência é o problema se agravar com a idade. Durante a gestação, mulheres pré-dispostas a problemas circulatórios devem ter cuidados redobrados. Cristóvão afirma que já houve casos de gestantes com menos de 30 anos que tiveram AVC. No pós-parto o risco de se desenvolver problemas circulatórios continua presente devido ao sedentarismo.
Existem, no mercado, anticoncepcionais menos prejudiciais à saúde, por não conterem estrogênio. Esses medicamentos são indicados para mulheres acima de 35 anos e são de uso contínuo, sem pausa. De acordo com o médico, para as mulheres mais jovens não é rotina receitar esse tipo de medicação, porque, teoricamente, o tempo de uso do medicamento é maior e pode ocasionar problemas futuros, como a osteoporose.