Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

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EDITORIAL E ARTIGOS

Editorial

Artigo: Consuma sem consumir o mundo onde você vive

Artigo: O poder de duas mídias

Artigo: Greve no judiciário paulista

Artigo: Boca de urna ou falsa cidadania?

Expediente

Errata

JORNAL EM PDF!

EDITORIAL

Greve no judiciário paulista

Luiz Augusto Stesse

 

A maior greve de todos os tempos dos servidores do Poder Judiciário paulista deixou seqüelas impressionantes e que não serão sanadas durante vários anos. A despeito das garantias constitucionais que amparam os grevistas, não se pode negar o descaso que houve com a população em geral. Somente os processos de “urgência” foram encaminhados, todos os demais ficaram parados.
Não sou contrário ao direito de greve, mas o bom senso deveria existir entre partes envolvidas, governo e grevistas. O prejuízo é incalculável, cerca de 13 milhões de processos parados, pessoas não podendo exercitar seus direitos, advogados impedidos de trabalhar. É uma loucura.
O que se observa é que o governo deve urgentemente fazer algo visando não apenas a reposição salarial dos servidores (diga-se, justa) mas, sobretudo, dar melhores condições de trabalho.
Há casos repugnantes em que o funcionário é obrigado a comprar seu próprio computador para poder trabalhar. Até quando?
O presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo disse que iria colocar dentro dos fóruns três mil estagiários e que quase tudo seria resolvido. Só o tempo que esses estagiários levarão para aprender o trabalho é novo motivo de lentidão.
O que se deve ter em mente é a regulamentação da legislação do direito de greve dos funcionários públicos em geral, que está emperrada no Congresso Nacional por conta de troca; troca de favores políticos que envolvem sindicatos, associações e outros tipos de organizações que não querem perder seu quinhão nessa história, assim como os próprios políticos que dependem destas organizações para suas eleições.
E assim vamos caminhando a passos de tartaruga; lento, lento, quase parando.
E o povo? Ah, o povo (aquele que paga os seus impostos?)... Até quando o sofrimento? Brasil, mostra a sua cara, e logo, pelo amor de Deus.