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A maior greve de todos
os tempos dos servidores do Poder Judiciário
paulista deixou seqüelas impressionantes e que
não serão sanadas durante vários
anos. A despeito das garantias constitucionais que amparam
os grevistas, não se pode negar o descaso que
houve com a população em geral. Somente
os processos de “urgência” foram encaminhados,
todos os demais ficaram parados.
Não sou contrário ao direito de greve,
mas o bom senso deveria existir entre partes envolvidas,
governo e grevistas. O prejuízo é incalculável,
cerca de 13 milhões de processos parados, pessoas
não podendo exercitar seus direitos, advogados
impedidos de trabalhar. É uma loucura.
O que se observa é que o governo deve urgentemente
fazer algo visando não apenas a reposição
salarial dos servidores (diga-se, justa) mas, sobretudo,
dar melhores condições de trabalho.
Há casos repugnantes em que o funcionário
é obrigado a comprar seu próprio computador
para poder trabalhar. Até quando?
O presidente do Tribunal de Justiça do Estado
de São Paulo disse que iria colocar dentro dos
fóruns três mil estagiários e que
quase tudo seria resolvido. Só o tempo que esses
estagiários levarão para aprender o trabalho
é novo motivo de lentidão.
O que se deve ter em mente é a regulamentação
da legislação do direito de greve dos
funcionários públicos em geral, que está
emperrada no Congresso Nacional por conta de troca;
troca de favores políticos que envolvem sindicatos,
associações e outros tipos de organizações
que não querem perder seu quinhão nessa
história, assim como os próprios políticos
que dependem destas organizações para
suas eleições.
E assim vamos caminhando a passos de tartaruga; lento,
lento, quase parando.
E o povo? Ah, o povo (aquele que paga os seus impostos?)...
Até quando o sofrimento? Brasil, mostra a sua
cara, e logo, pelo amor de Deus.
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