Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

GERAL

Conselho Federal de Jornalismo

O transtorno das manias

Relação professor / aluno

Sudorese

Voluntariado (CVV)

Jovens na política

Mudança de técnicos no Come-Fogo

Legislação sobre tabagismo

Estação de medição de qualidade do ar

Orientação vocacional

Mal de Alzheimer

Espiritismo

50 anos da morte de G Vargas

Lei do Idoso

Orkut

CADERNO TEMÁTICO

Músicos de Ribeirão Preto

Insônia

Plantão policial

GLS

Prostituição

Trabalho do resgate

Peritos criminais

Crimes em Ribeirão Preto

Trabalho no hospital

Cemitério

Motéis

EDITORIAL E ARTIGOS

“Jornal do Barão” passa a ter parte temática

Anarquia na comunicação

Artigo: A mídia empregada como ferramenta de apoio ao professor

Expediente

JORNAL EM PDF!

EDITORIAL

“Jornal do Barão” passa a ter
parte temática

 

Nessa edição, a terceira de 2004, o “Jornal do Barão” passou por uma reformulação. A partir de agora, além das matérias que todos estão acostumados a ler, ele conta com uma parte temática, desenvolvida por alunos do curso de Comunicação Social do Centro Universitário Barão de Mauá. O espaço dedicado à parte temática encontra-se nas quatro páginas centrais do jornal. O tema escolhido pelos alunos para este bimestre foi “A noite de Ribeirão Preto”.
Assim, o leitor vai encontrar variadas matérias sobre o transcorrer da noite na cidade. Entre elas, o funcionamento do Resgate (Corpo de Bombeiros), dos Plantões Policiais, sobre o trabalho das prostitutas, sobre as noites nos cemitérios de Ribeirão Preto, entre muitas outras.
Entre as matérias de assuntos gerais, como de costume, o “Jornal do Barão” busca trabalhar os temas de mais evidência na atualidade, como a regulamentação da lei antitabaco em Ribeirão Preto, as constantes mudanças de técnicos no Come-Fogo, a instalação de uma estação de medição da qualidade do ar na cidade.
Mas talvez o assunto mais polêmico da edição seja mesmo o projeto do Conselho Federal de Jornalismo (CFJ). Com o CFJ o governo pretende regulamentar e fiscalizar o trabalho dos jornalistas.
Em Cuba existe uma entidade semelhante ao CFJ. É a Comissão Nacional de Ética, como a que querem implantar em terras brasileiras. A entidade cubana tem poder de fiscalizar e punir os jornalistas que desrespeitarem normas pré-estabelecidas. Os órgãos que representam a imprensa mundial, como os Repórteres Sem Fronteiras, classificam Cuba como “a maior prisão do mundo para jornalistas”.
Entre os jornalistas brasileiros, a polêmica tem sido grande, agravada pelo recente episódio no qual um correspondente norte-americano no país teve sua licença de trabalho cassada sumariamente por determinação do presidente.
Pese a má qualidade de alguns periódicos e programas de rádio e televisão no país, e pese ainda o mau profissional do jornalismo, sempre atuante, o projeto do CFJ parece atropelar o debate que há anos tem norteado a sociedade na busca por uma imprensa de qualidade. Debate este que sempre procurou evitar o fantasma da censura, que por décadas assombrou nosso país.


Anarquia na comunicação

 

Um fato horrendo veio incomodar a classe envolvida no processo famigerado da comunicação social do Brasil. A tão suada conquista da liberdade de imprensa está ameaçada e a classe jornalística está perplexa com a ousadia do Poder Executivo. É bem verdade que o ato foi corajoso, mas o chamado “quarto poder” ainda manda no país.
E é aí que mora o perigo. A liberdade de expressão não pode ser confundida com libertinagem. Num Estado democrático de direito não há liberdades absolutas. O proprietário de um órgão de comunicação não pode agir como um ente absoluto, impondo à sociedade o que bem entende, decidindo o que é bom ou ruim. Esse discernimento é competência da União, do Estado que legitimamente representa a comunidade. A plena liberdade de expressão é fundamental, é um pré-requisito do regime democrático. Mas a responsabilidade é o outro lado dessa liberdade.
Este texto que você lê, caro leitor, é, talvez, o único espaço realmente reservado ao processo de formação de opinião. Mesmo assim, há quem o use de forma indevida. Muitos almejam poder escrever o editorial de um veículo de comunicação, só que se mostram despreparados, tanto no discorrer das idéias como na habilidade e manuseio das palavras certas. Tudo isso em prol de ataques desnecessários, muitas vezes enraizados numa profunda inveja.
O editorial, verdade seja dita, não é a página mais lida de um periódico, mas certamente quem o lê é um cidadão com bom entendimento das coisas e que busca naquelas linhas algo acrescentável. Para tudo existe hora e lugar e o jornalismo dos dias atuais rompe as barreiras da moralidade e da liberdade de expressão, ferindo a própria liberdade do cidadão, que diferente do que se pensa, não pode escolher o que ler, ouvir ou assistir.
Muitos conhecem o símbolo da anarquia, mas poucos sabem seu significado e sua simbologia. O símbolo é formado por um círculo e uma letra “A”, que sobrepõe essa figura geométrica, de modo a rasgar suas extremidades. Se analisado perante as idéias da semiótica, o que se encontra é a intenção de demonstrar a vontade sucumbida de romper com as regras.
O jornalismo do Brasil faz isso. Literalmente, rompe com as regras, mas não é o governo que tem que reestruturar a comunicação no país. O meio mais rápido e viável é uma revolução marxista, de baixo para cima, vinda do povo. Programas de baixo calão permanecem no ar porque há quem patrocine e, por conseqüência, quem consuma. Se o público mostrar-se insatisfeito, as empresas irão parar de vincular seus nomes a esses conteúdos, e a comunicação terá que ser submissa.
A mídia manda e desmanda no país. O processo de anarquia da comunicação já teve início e em breve o povo todo levantará uma só bandeira com os dizeres, “Desordem e Regresso”.