Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

GERAL

Conselho Federal de Jornalismo

O transtorno das manias

Relação professor / aluno

Sudorese

Voluntariado (CVV)

Jovens na política

Mudança de técnicos no Come-Fogo

Legislação sobre tabagismo

Estação de medição de qualidade do ar

Orientação vocacional

Mal de Alzheimer

Espiritismo

50 anos da morte de G Vargas

Lei do Idoso

Orkut

CADERNO TEMÁTICO

Músicos de Ribeirão Preto

Insônia

Plantão policial

GLS

Prostituição

Trabalho do resgate

Peritos criminais

Crimes em Ribeirão Preto

Trabalho no hospital

Cemitério

Motéis

EDITORIAL E ARTIGOS

“Jornal do Barão” passa a ter parte temática

Anarquia na comunicação

Artigo: A mídia empregada como ferramenta de apoio ao professor

Expediente

JORNAL EM PDF!

Eventos lembram 50 anos da morte de Getúlio Vargas

GRAFITE Desenho de Paulo Sérgio Fritoli, 1º ano de Publicidade e Propaganda

 

Eventos Felipe Augusto

O prestígio de Getúlio Vargas, considerado pelos historiadores o grande líder brasileiro do século 20, perpetua-se nas homenagens pelo cinqüentenário de sua morte trágica, ocorrida a 24 de agosto de 1954. Como parte das celebrações foi inaugurado um memorial em sua homenagem, no dia 25 de agosto, em São Borja. A cidade, que fica na fronteira oeste do Rio Grande do Sul, é a terra natal de Vargas. Paralelamente, o governador do Estado, Germano Rigotto, sancionou o projeto que tombou, além do túmulo de Vargas, os túmulos de João Goulart e Leonel Brizola, ambos seus herdeiros políticos.
O memorial, que já faz parte do Patrimônio Cultural e Histórico do Estado, foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e acolheu os restos mortais de Vargas. A cidade de São Borja recebeu milhares de visitantes para acompanhar as homenagens.
Quando Getúlio Vargas cometeu suicídio em 1954, uma massa humana calculada entre 500 mil e 1 milhão de pessoas acompanhou seu corpo até o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, então capital federal. De lá, ele foi transportado para ser sepultado em São Borja, cidade que é vista como a capital do trabalhismo brasileiro.
Em Porto Alegre, as homenagens incluíram a exposição “Getúlio Vargas Promotor”, no Memorial do Ministério Público do Rio Grande do Sul, contendo fotos da época em que era promotor e alguns documentos desse tempo. Também na sede do Ministério Público ocorreu, entre os dias 19 e 20 de agosto, o seminário internacional “Da vida para a história - o legado de Getúlio Vargas”, evento que reuniu painelistas do Brasil e do exterior. Também em Porto Alegre, no dia 21, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) promoveu o encontro “50 anos sem Getúlio”, que avaliou as conseqüências da vida e da morte de Getúlio Vargas nos destinos do Brasil. O partido fez também homenagens à família Vargas e ao primeiro trabalhador da Petrobrás, o auxiliar de refino aposentado Eugênio Antonelli, de 88 anos, que veio de Salvador especialmente para o evento. A Petrobrás representa um dos principais legados de Vargas.
Na cidade do Rio de Janeiro, no dia 24 de agosto, houve missa e inauguração do Memorial Getúlio Vargas, na praça Luís de Camões. O memorial, que ainda não está concluído, contará com museu, cinema e lanchonete.
Em comentário feito no dia 24 de agosto, e reproduzido por vários meios de comunicação, o ministro interino da Cultura e secretário-executivo do Ministério, Juca Ferreira, disse que os 50 anos da morte de Getúlio Vargas exigem uma reflexão sobre o período histórico em que ocorreu. Para o secretário, o episódio também está ligado ao momento atual do país. “A geração formada a partir de 1964, que hoje lidera o cenário político e que criou partidos como o PT teve como base política a crítica ao nacional-desenvolvimentismo e ao populismo da Era Vargas”. Ferreira ressaltou o caráter ambíguo de Vargas, que ao mesmo tempo “conseguiu ser democrata e ditador” e também a necessidade de rediscutir alguns conceitos que muitos pensavam estar superados, como o de “interesse nacional”, “já que as relações internacionais se tornaram injustas após a globalização”.