Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

GERAL

Conselho Federal de Jornalismo

O transtorno das manias

Relação professor / aluno

Sudorese

Voluntariado (CVV)

Jovens na política

Mudança de técnicos no Come-Fogo

Legislação sobre tabagismo

Estação de medição de qualidade do ar

Orientação vocacional

Mal de Alzheimer

Espiritismo

50 anos da morte de G Vargas

Lei do Idoso

Orkut

CADERNO TEMÁTICO

Músicos de Ribeirão Preto

Insônia

Plantão policial

GLS

Prostituição

Trabalho do resgate

Peritos criminais

Crimes em Ribeirão Preto

Trabalho no hospital

Cemitério

Motéis

EDITORIAL E ARTIGOS

“Jornal do Barão” passa a ter parte temática

Anarquia na comunicação

Artigo: A mídia empregada como ferramenta de apoio ao professor

Expediente

JORNAL EM PDF!

Desajustes no sono causam danos à saúde

IINSÔNIA Desenho de Renato dos Santos, 1º ano de Publicidade e Propaganda

Eduardo José Alves

O ser humano necessita dormir, não só para quebrar a rotina do dia, mas também para restaurar fisicamente e psicologicamente o corpo. Segundo o médico Ademir Batista Silva, vários estudos revelam que adolescentes necessitam dormir em media 20% a mais que os adultos. Além disso, um indivíduo que fica por mais de 72 horas sem dormir corre um sério risco de morrer.
Quando dormimos, o corpo produz hormônios importantes e vitais como o do crescimento. O sono também evita o acúmulo de gordura, além ajudar no controle da osteoporose e dos níveis de leptina, hormônio produzido e secretado pelo tecido adiposo.
Pessoas que dormem pouco durante a noite geralmente ficam irritadas e ainda sonolentas o dia todo, o que acaba atrapalhando as atividades normais do dia. Para os jovens, noites em claro podem ocasionar diminuição de concentração durante o dia, além de desajuste escolar e social.
A insônia é um distúrbio do sono caracterizado pela incapacidade de dormir ou de manter o sono. Ela não é considerada doença, mas traz malefícios comprovados. Há dois tipos comuns de insônia: a circunstancial, provocada por uma situação vivenciada momentaneamente e a psicofisiológica, que acomete indivíduos que sofrem de depressão ou ansiedade.
Segundo Marcel Guerrine, que sofre de insônia, as maiores causadoras do problema, no seu caso, são as ansiedades do cotidiano e as dificuldades enfrentadas no dia-a-dia. Já Daniel Chaim não dorme por problemas fisiológicos e recorre a atividades no período da noite para relaxar, como o uso da internet, leitura e programas televisivos.
Os médicos desaconselham a ingestão de bebidas alcoólicas, pois estas podem tornar a pessoa agitada e, por isso, prejudicar ainda mais o sono. O leite morno pode ser um aliado para o sono, pois não deixa a pessoa dormir de estomago vazio. Televisão, livros e internet na hora de dormir também não são aconselháveis, pois prendem a atenção da pessoa. Os especialistas recomendam uma alimentação saudável e exercícios físicos regulares para os insones.

 

Peritos criminais sofrem com estresse e alterações de sono

Luiz Augusto Stesse e Lucas Rafael Sabino

Trabalhadores noturnos passam por vários problemas que as pessoas que desempenham as mesmas funções durante o dia não enfrentam. No caso de algumas profissões que envolvem estresse e sofrimento humano, o trabalho durante a noite ainda acarreta alterações de sono. Segundo Gilberto Araújo, 52, perito criminal e chefe da Equipe de Criminalística de Jaboticabal, o trabalho noturno do perito é muito estressante por vários motivos.
O serviço do perito criminal é auxiliar a polícia e a justiça pública, elaborando minuciosa investigação no local dos fatos e confecção do laudo pericial que servirá como prova material do crime. “Um laudo bem-feito é condenação na certa”, diz Araújo.
De acordo com ele, os peritos são obrigados a atender em locais onde ocorreram crimes e as cenas são, na maioria das vezes, as mais desagradáveis possíveis, haja vista que normalmente se deparam com corpos mutilados e em decomposição.
Para agravar ainda mais a situação do estresse da profissão, a equipe de perícias de Jaboticabal conta com outras adversidades. Além de funcionar 24 horas por dia, atende uma sub-região com onze municípios, num raio de 150 quilômetros. “Isso cria enormes dificuldades em função do reduzido número de profissionais. São sete peritos, quatro fotógrafos e apenas um auxiliar de desenhista”, diz.
Estudos recentes realizados no Estado de São Paulo concluíram que, nos últimos dez anos, o número de atendimentos no Instituto de Criminalística cresceu 100% e, ao mesmo tempo, ocorreu um decréscimo de 10% do número de profissionais do setor. “O governo deveria dar mais atenção não só aos peritos criminais, mas a todas as profissões relacionadas com a segurança pública”, afirma Araújo.