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Fábio Mancilha
Os cursos de formação de professores têm
se preocupado com a relação que é
estabelecida entre educadores e educandos. O curso de
graduação em Pedagogia, que surgiu no
Brasil em 1939, forma professores habilitados para lecionar
da 1ª à 4ª séries do 1º
grau, além de gestores educacionais ou diretores.
“O curso prepara os futuros professores para atenderem
às dificuldades dos alunos em relação
às deficiências familiares e não
apenas no aspecto educacional”, explica Cícero
Barbosa do Nascimento, coordenador do curso no Centro
Universitário Barão de Mauá.
Há 39 anos no mercado de trabalho, todos eles
dedicados à educação, Maria Débora
Vendramini Durlo, professora de Filosofia e Ética
Profissional, no Centro Universitário Barão
de Mauá, mostra sua satisfação
ao comparar o ambiente de salas de aula do seu tempo
com o de hoje. “Era um relacionamento distante,
os professores eram tidos como semideuses. Hoje há
muito mais companheirismo, mais dedicação,
muito mais afeto. O relacionamento é muito mais
aberto. Eu gosto muito dessa relação de
solidariedade”.
A professora de História, Ana Paula Canalle,
que leciona há 13 anos nas redes estadual e municipal,
relata que hoje a visão de educação
por parte dos professores é diferente. “Nós
tentamos resolver os conflitos, mas não usamos
a punição e sim o diálogo, mostrando
para o aluno que certas atitudes que ele tem estão
inadequadas, que ele deve mudar para viver bem em sociedade”.
Na opinião da Secretária Municipal de
Educação, Francisca Paris, a relação
entre professores e alunos é de conflito, o que
sempre ocorre nas relações humanas. “Sempre
quando pessoas estão se relacionando há
um conflito. O que a gente propõe é que
não aconteça o confronto. Portanto, casos
de indisciplina devem ser resolvidos pelo professor
ou diretor da escola e não pela polícia”,
afirma.
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