Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

GERAL

Cinema: decupagem clássica vs Dogma 95

Os samurais invadem Ribeirão

Começar de novo

Um estresse chamado TCC

As novas tendências para se relacionar

A música que vem do lixo

Guardadores de carro causam polêmica

Ribeirão recebe dinheiro para combater enchentes

Novos projetos movimentam a agência-escola ELO

Morte do Papa

À espera da primeira chance

A popularização da cirurgia plástica

Carnabeirão

Paulistas gastam R$132 milhões por mês com cigarros

Planejamento: o segredo do sucesso empresarial

Ribeirão tem 14 casos de coqueluche

Mercado informal cresce e pode causar prejuízo

As mulheres invadem o mundo dos automóveis

Cursos de pós-graduação

Skate mobiliza jovens em Ribeirão

Superpopulação de pombos

Uma homenagem aos fãs do Capital Inicial

Celular vira moeda

Humanizar ambientes melhora o dia-a-dia nas empresas

Ribeirão estará nas telas dos cinemas

Combustíveis na mira da fiscalização

Crônica: Coisas de mulher

Teste de HIV: como, onde e porque fazê-lo

Crônica: Um dia daqueles

EDITORIAL E ARTIGOS

Os novos rumos da educação superior

A formação científica na escola

Assim comunica a humanidade

O Brasil precisa esta reforma

Expediente

Errata da versão impressa

Um dia daqueles

Maurício Abravanel

 

Ela entrou na farmácia. Um lugar um pouco estranho para se levar uma cantada, mas, antes que ela pudesse pedir algo, ele a abordou:
- Oi, você vem sempre aqui?
- Tenho cara de drogada?
- Eu quis dizer, sei lá, se costuma comprar remédios aqui...?
- Só quando você não vem. É que hoje errei de dia.
- Nossa, moça difícil!
- Difícil não, inteligente!
- Está sozinha?
- Considerando que você não é ninguém, sim.
- Também não precisa me desprezar!
- Se eu pensasse em você, talvez o desprezaria.
- Mas eu acho que conheço você de algum lugar...
- Quem sabe? Não é da clínica onde trabalho?
- Ah, pode ser! Qual é o nome da clínica?
- Clínica Rambo, contra impotência.
- Entendi. Não tá afim, né?
- Depende, se for pra lhe dar uma bolacha, até tô!
- Violenta, hein?
- Muito.
- Adoro mulheres violentas...!
- Por isso que tem o rosto deformado?
- Pegou pesado, hein?! É casada, tem namorado?
- Sou lésbica.
- Mentira, tá dizendo isso pra que eu vá embora.
- Pode ser.
- Quer conhecer meu apartamento?
- Não.
- Têm tudo. DVD, CD...
- E, contando com você, FDP!
- Calma, não fique nervosa!
- Só se você der o fora.
- Tudo bem, desisto.
Ela ficou parada, olhando ele ir embora. Depois, virou para o farmacêutico e, finalmente, fez seu pedido:
- Boa-noite. Tem absorvente?