Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

GERAL

Cinema: decupagem clássica vs Dogma 95

Os samurais invadem Ribeirão

Começar de novo

Um estresse chamado TCC

As novas tendências para se relacionar

A música que vem do lixo

Guardadores de carro causam polêmica

Ribeirão recebe dinheiro para combater enchentes

Novos projetos movimentam a agência-escola ELO

Morte do Papa

À espera da primeira chance

A popularização da cirurgia plástica

Carnabeirão

Paulistas gastam R$132 milhões por mês com cigarros

Planejamento: o segredo do sucesso empresarial

Ribeirão tem 14 casos de coqueluche

Mercado informal cresce e pode causar prejuízo

As mulheres invadem o mundo dos automóveis

Cursos de pós-graduação

Skate mobiliza jovens em Ribeirão

Superpopulação de pombos

Uma homenagem aos fãs do Capital Inicial

Celular vira moeda

Humanizar ambientes melhora o dia-a-dia nas empresas

Ribeirão estará nas telas dos cinemas

Combustíveis na mira da fiscalização

Crônica: Coisas de mulher

Teste de HIV: como, onde e porque fazê-lo

Crônica: Um dia daqueles

EDITORIAL E ARTIGOS

Os novos rumos da educação superior

A formação científica na escola

Assim comunica a humanidade

O Brasil precisa esta reforma

Expediente

Errata da versão impressa

Guardadores de carros causam polêmica
na cidade

Foto: Tatiana Serebrinsky

Keila Florentino
Daniela Ferreira

 

Não precisa ir muito longe para notar a quantidade de guardadores de carros pelas ruas e avenidas de Ribeirão Preto. Basta o motorista estacionar o carro e não demora muito lá estão eles, prontos para vigiar os veículos por uns trocados.
Muitos estipulam o valor, exigem o dinheiro adiantado das pessoas e, em alguns casos, causam polêmica. De um lado estão os donos de veículos que pagam para estacionar em vias públicas. Por outro lado, estão os guardadores que, muitas vezes, dependem do trabalho para o sustento da família. É o caso do vigia Marcos de Andrade, 32, que sustenta suas duas filhas com o que ganha como vigia de carros. Divorciado e com a guarda das crianças, Andrade tira das ruas o dinheiro para manter a casa e a educação da família.
Segundo o soldado da Polícia Militar (PM), Fabiano R. Alves, 28, por semana, são registradas pelo menos três ocorrências de pessoas que denunciam extorsão por parte  dos guardadores, que muitas vezes exigem dinheiro adiantado e também estipulam o valor a ser pago. Os pontos na cidade em que a PM é mais solicitada para esse tipo de ocorrência são as áreas nobres, em eventos, como shows, e principalmente próximo a bingos e faculdades.
Alguns estudantes universitários reclamam da exigência dos guardadores. Os alunos alegam pagar todos os dias da semana e ainda não sentem segurança ao deixar o carro na rua. Outros confiam plenamente nos guardadores e até pagam por mês pela vigia dos carros. É o caso da estudante de Administração de Empresa, Patrícia da Silva, 23. Ela paga todos os meses e não esconde a preferência pelos guardadores. “Eles dependem desse trabalho, estão no mesmo lugar todos os dias e jamais fariam alguma coisa para nos prejudicar”.
Na avenida Nove de Julho existe um grupo de vigias que faz parte da Cooperativa dos Guardadores de Ribeirão Preto  que existe há cinco anos e credencia os profissionais do ramo, fornecendo coletes com identificação de segurança e crachá.
De acordo com advogado Luiz Cláudio M. Ferreira, 27, nenhuma pessoa é obrigada a fazer pagamento aos guardadores. Ele recomenda à pessoa que se sinta intimidada pelos guardadores chamar a polícia imediatamente e fazer boletim de ocorrência. “Não existe nenhuma lei que autorize esses guardadores a fazer essa fiscalização remunerada dos veículos na rua. Esse tipo de trabalho é legalmente autorizado à PM”.