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José Olávio
Uma verba de R$ 112 mil
será destinada a obras de prolongamento e colocação
de galerias no Córrego dos Catetos, próximo
à avenida Maria de Jesus Condeixa. O restante
do dinheiro, R$ 430 mil, vai ajudar no alargamento do
Ribeirão Preto, na avenida Jerônimo Gonçalves.
O prefeito Welson Gasparini aguarda para os próximos
dias a assinatura de mais um convênio com o governo
do Estado, em que serão liberados mais R$ 549
mil para recuperação e ampliação
de galerias de águas pluviais.
Em uma reunião entre Gaspirini e o superintendente
do Departamento de Água e Energia Elétrica
do Estado (DAEE), Ricardo Daruiz Borsari, foi firmado
um acordo onde o órgão se compromete fazer
um levantamento dos custos das obras necessárias.
A prioridade será o cruzamento das avenidas Francisco
Junqueira e Jerônimo Gonçalves, no encontro
entre o Córrego Retiro Saudoso e o Ribeirão
Preto, considerado um dos pontos mais críticos,
e também um dos mais caros no Programa de Contenção
de Enchentes em Ribeirão Preto. A previsão
de gasto é de mais de R$ 12 milhões. Além
desta obra, será necessária a construção
de três grandes barragens na zona rural, para
reduzir o volume de água que chega ao centro
da cidade. O estudo prevê também a ampliação
do lago do campus da Universidade de São Paulo
(USP) para receber um volume maior de água das
chuvas.
A cidade teve cinco grandes enchentes desde dezembro
do ano passado. Com elas, os comerciantes da Baixada
e da avenida Francisco Junqueira tiveram enormes prejuízos.
Muitos estão mudando para outros locais. Só
em janeiro, 50 lojas fecharam as portas na região.
Para o delegado do Conselho Regional de Corretores de
Imóveis de Ribeirão Preto (Creci), Sinésio
Donizetti Nunes Rodrigues, “é lamentável
o empobrecimento das atividades naquela região
central, que sempre foi um ponto de referência
da cidade para quem vem a Ribeirão”. Ele
fala também da queda de 30% nos preços
dos imóveis por causa das enchentes. “Prédios
que valiam R$ 100 mil ninguém consegue vender
por mais de R$ 60 mil”.
A solução que os comerciantes esperam
vem de um projeto elaborado pela gestão Gasparini:
o plano global de macrodrenagem, com um valor estimado
de gastos na ordem de R$ 80 milhões. Segundo
o prefeito, só em obras emergenciais a quantia
deve chegar a R$ 6 milhões. O Estado deve arcar
com R$ 3,1 milhões e o governo Federal o restante,
R$ 2,9 milhões.
Depois de realizar as obras emergenciais e de posse
do projeto completo, o prefeito fala em procurar o Banco
Mundial para resolver o problema definitivamente. “Se
realizarmos esta obra, Ribeirão não terá
enchentes nos próximos 100 anos”, afirma
Gasparini.
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