Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

GERAL

Cinema: decupagem clássica vs Dogma 95

Os samurais invadem Ribeirão

Começar de novo

Um estresse chamado TCC

As novas tendências para se relacionar

A música que vem do lixo

Guardadores de carro causam polêmica

Ribeirão recebe dinheiro para combater enchentes

Novos projetos movimentam a agência-escola ELO

Morte do Papa

À espera da primeira chance

A popularização da cirurgia plástica

Carnabeirão

Paulistas gastam R$132 milhões por mês com cigarros

Planejamento: o segredo do sucesso empresarial

Ribeirão tem 14 casos de coqueluche

Mercado informal cresce e pode causar prejuízo

As mulheres invadem o mundo dos automóveis

Cursos de pós-graduação

Skate mobiliza jovens em Ribeirão

Superpopulação de pombos

Uma homenagem aos fãs do Capital Inicial

Celular vira moeda

Humanizar ambientes melhora o dia-a-dia nas empresas

Ribeirão estará nas telas dos cinemas

Combustíveis na mira da fiscalização

Crônica: Coisas de mulher

Teste de HIV: como, onde e porque fazê-lo

Crônica: Um dia daqueles

EDITORIAL E ARTIGOS

Os novos rumos da educação superior

A formação científica na escola

Assim comunica a humanidade

O Brasil precisa esta reforma

Expediente

Errata da versão impressa

Ribeirão-pretano é apresentador do Jornal Nacional

 


Foto: Tatiana Serebrinsky

Renata Magnenti

 

Em março, a operação “De olho na bomba” fiscalizou postos de gasolina por todo o Estado. O objetivo foi vistoriar alguns postos, escolhidos através de alguns critérios técnicos, para saber se a gasolina utilizada é adulterada.
No Estado de São Paulo, aproximadamente 150 postos foram fiscalizados. Em Ribeirão Preto, 30 ficaram sob a mira da operação. Desses, foram recolhidas amostras de 26, visto que quatro postos estavam sem combustível. Dos 26, em oito foi comprovada a utilização de solvente misturado na gasolina. A delegacia regional da Receita Tributária Estadual trabalhou em conjunto com outros órgãos, como Ipem (Instituto de Pesos e Medidas), Procon (Proteção ao Consumidor), Polícias Civil e Militar.
Para o delegado tributário Marfan Alberto Abib, a adulteração caminha junto com a sonegação. “Se fica comprovado que há o produto na gasolina, é sinal que houve irregularidade. Além do que fere a economia do consumidor”, afirmou.
O dono de um dos postos tidos como irregulares, que não quis se identificar, contestou os resultados. “A culpa cai sempre sobre o posto, mas os testes que eu faço aqui não identificam a adulteração. Somente um teste minucioso pode detectar. Não existe laboratório em Ribeirão que faça isso”, ressaltou. Preocupado com o que pode acontecer, o dono do posto se justificou. “Não tem diferença de cor, nem de cheiro, nem de nada. Não dá para saber se está com solvente. Se nós identificarmos [a adulteração], o caminhão carregado volta para trás”.
O gerente de posto, Marino de Castro, que acompanhou alguns fiscais da ANP (Agência Nacional de Petróleo) em Ribeirão Preto, confirmou a versão do dono do posto. “O teste obrigatório verifica apenas a quantidade de álcool anidro misturado na gasolina. Se tiver até 25% está bom. O teste não vai conseguir detectar a presença de solvente, visto que o exame laboratorial é muito detalhado, feito apenas pelo IPT [Instituto de Pesquisas Tecnológicas] de São Paulo”.
Para apertar ainda mais a situação de postos irregulares, uma lei foi aprovada. Com ela, os estabelecimentos que forem autuados como irregulares terão cassada a inscrição estadual, sendo proibidos de vender, estocar ou transportar combustíveis. A validade da lei, porém, não é retroativa. Ou seja, vale a partir da sanção do governador Geraldo Alckmin. Os postos que foram autuados até aqui não estarão sujeitos à lei, a não ser que tenham novamente os combustíveis adulterados.

 

Cuidados com o veículo

O combustível “batizado”, como é popularmente chamado, pode causar sérios danos ao veículo. Segundo pesquisa divulgada pelo site “Oficina Brasil”, a gasolina adulterada tornou-se um problema presente em 94% das reparadoras. As conseqüências variam da necessidade de uma simples limpeza no tanque ou nos bicos injetores ao reparo de um motor fundido.
A gasolina adulterada entope as galerias de lubrificação. Para consertar, a descarbonização e a limpeza dos bicos injetores são as providências mais comuns. A presença de água, solvente ou excesso de álcool contribui para o aumento da temperatura interna do motor, já que prejudica a lavagem dos cilindros e altera o ponto de ignição.