| Michele
Pieri
Viviane Gomide
Cerca de 90% dos casos
de mau hálito, que atinge 50 milhões de
brasileiros, é de origem bucal. O mais comum
é o hálito desagradável ao acordar,
pois durante a noite há uma parada em todas as
funções da boca, o que diminui a produção
de saliva e aumenta o número de bactérias.
Entre as causas do mau hálito, também
chamado de halitose, estão: jejum prolongado,
dietas inadequadas, má higiene bucal, baixa produção
de saliva, doenças da gengiva, ou mesmo doenças
como diabetes, problemas renais ou hepáticos,
prisão de ventre, entre outras. Segundo a cirurgiã-dentista,
Olinda Tárzia, diferentemente do que a maioria
das pessoas pensa, o mau hálito não vem
do estômago. “O que acontece é que
é muito comum pacientes com gastrite terem mau
hálito, mas uma coisa não tem nada a ver
com a outra”, explica.
Muitas pessoas têm mau hálito e não
percebem, pois as células responsáveis
pelo olfato rapidamente se adaptam ao odor constante,
o que dificulta sua percepção, sendo necessário
procurar ajuda de alguém de confiança
ou um especialista.
Alguns alimentos, como alho e cebola, contêm substâncias
químicas que interagem com as que estão
presentes na boca. O acúmulo dessas substâncias
faz com que o cheiro dos alimentos permaneça
no céu da boca.
Além de afetar a saúde bucal do paciente,
o mau-hálito pode causar constrangimentos sociais,
afetivos e até profissionais.
Atualmente, diversos dentistas dispõem de um
aparelho que mede a quantidade de bactérias presentes
na boca e, com isso, o potencial de halitose. Segundo
o ortodontista Leandro Rossi, em muitos casos não
é necessário o uso do aparelho, “pois
o odor do paciente é muito forte”.
O melhor tratamento para combater o mau hálito
é escovar os dentes e a língua após
cada refeição, usar fio-dental diariamente,
evitar o consumo de alimentos de cheiro carregado, não
utilizar soluções para bochecho que contenham
álcool e controlar o estresse, pois ele contribui
para a ocorrência do problema.
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