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Chimenne Osório
Latas de tintas, tambores
de plástico, tampinhas de garrafa são
instrumentos de percussão para o grupo da oficina
musical “Toque da Lata”. O projeto, formado
por jovens da periferia de Ribeirão, teve início
em 1996 e está sendo reorganizado este ano.
Sem o apoio da prefeitura para dar seqüência
ao trabalho, o grupo de profissionais procurou o Templo
da Cidadania para conseguir novas parcerias. O objetivo
do programa, segundo o coordenador Márcio Coelho,
é retirar os jovens das ruas, dando-lhes orientação
musical e ocupação de lazer e cultura,
porém “isso não será possível
sem a ajuda da sociedade”.
Quem conhece o projeto, apóia a iniciativa. Um
exemplo é o da professora Elsa de Carvalho, que
parabeniza o grupo e prevê o futuro da criançada.
“Esses garotos são bons. Muitos deles poderão
ser músicos de verdade. O talento está
presente em todo projeto”, afirma.
Outro que compartilha com o valor do programa é
o ginecologista Jairo Vieira da Silva. “A iniciativa
é de grande relevância, já que retira
as crianças da rua. Promove também a união
destes jovens que, diariamente, se reúnem para
ensaiar e tocar. Esta é uma forma importante
de conscientizar esta faixa etária”, destaca
o médico.
A dona de casa, Maria Aparecida Torres, tem um neto
na oficina musical. “Eu via ele sair com a lata,
mas não imaginava que ele sabia tocar tão
bem. Agora ele tem aonde ir e não precisa ficar
na rua”, disse ela.
Logo no primeiro dia de ensaio do ano, os meninos de
Ribeirão puderam mostrar que o grupo “Toque
da Lata” é uma realidade e que a vontade
de fazer algo sempre melhor é fundamental. “Os
meninos gostam do que fazem e estão empolgados
para começar de novo”, disse o coordenador
do projeto, Márcio Coelho.
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