| Viviane
Gomide
O Brasil é o segundo
país com o maior número de cirurgias plásticas
realizadas, perdendo apenas para os Estados Unidos.
Em 2003, foram mais de 621 mil cirurgias. Isso prova
a crescente evolução das técnicas
e o constante aperfeiçoamento dos cirurgiões.
A cirurgia plástica no Brasil cresce em progressão
geométrica. Segundo dados da Sociedade Brasileira
de Cirurgia Plástica, a média é
de 500 mil cirurgias por ano.
Com o desenvolvimento da medicina estética e
da cirurgia plástica, a população
ganhou um meio de reverter ou minimizar as seqüelas
que o tempo traz. Há alguns anos, isso era privilégio
de poucos, porém com a popularização
destas técnicas, tornou-se acessível a
praticamente toda população. “O
grande avanço da medicina alcançado nas
últimas décadas proporcionou um aumento
significativo da longevidade da população.
Com isso, a qualidade de vida passou a ser mais do que
nunca valorizada. Hoje, além de viver muito,
todos querem viver bem. E isso significa ter saúde,
sentir-se bem, estar bem consigo mesmo”, afirma
o cirurgião plástico, André Gonçalves
de Freitas.
O resultado dessa revolução estética
é a possibilidade de se retardar o envelhecimento
cronológico, corrigindo ou minimizando as alterações
trazidas pelo tempo, refletindo, sobretudo, em um aumento
da auto-estima pessoal.
O médico Carlos Roberto Ferriani avalia as condições
que favorecem o grande número de cirurgias plásticas
no país. Para ele, o Brasil, por ser um país
tropical, dá um estímulo à exposição
do corpo. Outro fator é a formação
qualificada dos especialistas em cirurgias plásticas.
Além disso, segundo ele, as pessoas se sentem
orgulhosas quando fazem uma cirurgia plástica.
Em relação aos riscos da cirurgia plástica,
ele salienta: “O risco da cirurgia é muito
pequeno, e é igual em todo o mundo. Você
pode, como em qualquer outra cirurgia, pegar uma infecção,
a pele pode abrir onde se fez a correção,
mas isso é muito difícil de ocorrer. O
importante é ter um local adequado, com uma equipe
adequada e se fazer toda a parte preventiva conforme
a orientação do médico”,
alerta Ferriani.
Para a médica Yhelda de Alencar Felício,
os procedimentos são cada vez menos agressivos
e mais eficazes. O valor das cirurgias, segundo ela,
também foi reduzido, não somente no Brasil
como em todo mundo, por causa da maior popularização
da cirurgia plástica, bem como do aumento do
número de cirurgiões plásticos
que se formam a cada ano e também pela facilidade
de pagamento.
Um banco lançou uma linha de crédito especial
de até R$ 10 mil para servir a essa faixa de
clientes. O cliente que conseguir se credenciar na própria
clínica de cirurgia consegue o crédito
pagando apenas a taxa de 2,90% ao mês. “O
objetivo foi ocupar um espaço que até
pouco tempo atrás estava restrito às financeiras
que praticavam juros bem maiores. O banco está
entrando nessa área com juros menores e com um
prazo mais elástico pra que a população
possa fazer um planejamento de seus pagamentos”,
diz Elviz Gutierrez, gerente de banco.
De acordo com Yhelda, a segurança do paciente
que se submete a uma cirurgia plástica é
maior devido ao avanço das tecnologias, com aparelhos
de maior precisão, drogas mais seguras e mais
eficazes, além de facilidade no pagamento. No
entanto, é preciso ficar atento na hora de escolher
o especialista.
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