| Tassiane
Mariano
Estima-se que em Ribeirão
Preto vivam cerca de cem mil pombos e a tendência
é dobrar esse número em dez anos, segundo
dados da Divisão de Planejamento e Educação
Ambiental da cidade.
A superpopulação de aves preocupa médicos
e ambientalistas e já é tema de campanhas
educativas e sociais, que enfatizam as doenças,
os transtornos causados e as medidas a serem tomadas
para controlar a procriação dos pombos.
De acordo com o chefe da Divisão de Planejamento
e Educação Ambiental, Perci Guzzo, há
uma situação de desequilíbrio de
duas espécies de pombos na cidade, o pombo doméstico
e a pomba silvestre, também conhecida como “amargozinha”.
Ele diz também que é preciso conscientizar
a população e que duas medidas básicas
são suficientes para controlar a população
de pombos urbanos. A primeira é que as pessoas
não alimentem as aves, pois elas têm condições
de buscar alimento na própria natureza. A outra
é não favorecer e nem facilitar o abrigo
desses animais, ou seja, tampar frestas e vãos
dos prédios com telas, para que eles não
construam seus ninhos. “Deixando de facilitar
a alimentação e dificultando o abrigo,
os pombos vão procurar outros locais fora da
cidade”, enfatiza Guzzo.
Já o pneumologista, Enyo Pasquale Júnior,
lembra também que há muitos criadores
de pombos na cidade e que a maioria não imagina
as doenças que esses animais podem transmitir.
Para o médico, os criadores devem manter o ambiente
sempre limpo, pois o contágio acontece principalmente
pelas fezes e pela penas dos pombos. “Equipamentos
de proteção individual são necessários
para não se inalar as substâncias que prejudicam
a saúde”, diz. Pasquale alerta para o risco
de se contrair doenças como a pneumonia e a bronquite
asmática. Os principais sintomas são gripe,
febre, tosse seca e irritativa, dores articulares, enfraquecimento
e falta de ar.
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