Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

GERAL

Cinema: decupagem clássica vs Dogma 95

Os samurais invadem Ribeirão

Começar de novo

Um estresse chamado TCC

As novas tendências para se relacionar

A música que vem do lixo

Guardadores de carro causam polêmica

Ribeirão recebe dinheiro para combater enchentes

Novos projetos movimentam a agência-escola ELO

Morte do Papa

À espera da primeira chance

A popularização da cirurgia plástica

Carnabeirão

Paulistas gastam R$132 milhões por mês com cigarros

Planejamento: o segredo do sucesso empresarial

Ribeirão tem 14 casos de coqueluche

Mercado informal cresce e pode causar prejuízo

As mulheres invadem o mundo dos automóveis

Cursos de pós-graduação

Skate mobiliza jovens em Ribeirão

Superpopulação de pombos

Uma homenagem aos fãs do Capital Inicial

Celular vira moeda

Humanizar ambientes melhora o dia-a-dia nas empresas

Ribeirão estará nas telas dos cinemas

Combustíveis na mira da fiscalização

Crônica: Coisas de mulher

Teste de HIV: como, onde e porque fazê-lo

Crônica: Um dia daqueles

EDITORIAL E ARTIGOS

Os novos rumos da educação superior

A formação científica na escola

Assim comunica a humanidade

O Brasil precisa esta reforma

Expediente

Errata da versão impressa

Os samurais invadem Ribeirão

Foto: divulgação

Murilo Bereta


Há mais de dez anos a milenar filosofia japonesa dos samurais e a sua arte de utilização da espada, conhecida como Kenjutsu, vem sendo desenvolvida no Brasil. Trazida do Japão pelo descendente nipônico Jorge Kishikawa, foi em 2001, através do filme “O Último Samurai”, estrelado por Tom Cruise, que a arte passou a ter maior número de adeptos e espaço na mídia.
Guerreiros do período feudal no Japão, os samurais dominaram aquele país por quase oito séculos. Eram homens que treinavam a arte da guerra; assim, honravam o nome de suas famílias. Hoje, adequados ao novo tempo, mas não distantes da cultura tradicional dos samurais, procuram difundir e perpetuar os ensinamentos milenares.
O grupo de samurais, que pertence ao Instituto Cultural Niten de Ribeirão Preto, possui como alguns de seus objetivos promover no Brasil a cultura e a tradição oriental, e integrá-la à cultura brasileira. O coordenador do Instituto, Camillo Del Cistia, relata que o Niten possui alunos tanto brasileiros quanto japoneses. E, no que se refere a um possível conflito entre as tradições culturais brasileiras e nipônicas, Camillo afirma que o embate não ocorre. “Quando alunos iniciantes nos procuram, independente de nacionalidade, geralmente já sabem do nosso trabalho e da necessidade de respeitar o Bushido”.
Para os praticantes de Kenjutsu, o Bushido (bushi = guerreiro, do = caminho) é o código de honra dos samurais, em que o samurai se propunha a defender seu senhor com o máximo de eficiência e coragem, nem que para isso fosse obrigado a oferecer sua própria vida. O coordenador do Instituto de Ribeirão Preto explica que o caminho do guerreiro é composto por sete virtudes: justiça, coragem, benevolência, educação, sinceridade, honra e lealdade. “É necessário o exercício diário dessas virtudes para trilhar o caminho dos samurais”, explica Camillo.
O monitor, Ricardo Donega, afirma que, apesar de parecer um esporte com luta de espadas, trata-se de uma arte. Para Donega, o objetivo principal não é alcançar vitórias nas competições, e sim na vida cotidiana. “Buscamos equilíbrio na mente, no corpo e no espírito, para revitalizar o potencial oculto no interior de cada ser humano. Assim, alcançamos a melhoria da vida como um todo”. Ricardo afirma que aprender Bushido hoje significa transportar o conhecimento da cultura milenar japonesa para os dias atuais.

 

Explorando o potencial humano

O desenvolvimento da arte da espada e o exercício da filosofia proposta no Bushido são utilizados nos dias atuais para recuperar ou canalizar o potencial do ser humano. Segundo o coordenador, Camillo Del Cistia, usando o aprendizado da tradição japonesa e o equilíbrio entre a razão e a emoção, pode-se aumentar o potencial do ser humano em superar seus próprios limites.
Ricardo Donega, pensando na adequação da arte milenar nipônica ao mundo e aos problemas atuais, declara que o homem que pratica o caminho do guerreiro faz com que possa despertar em si os potenciais escondidos do ser humano.