| Marcela
Borges
Estima-se que haja mais
de 2,7 milhões de adeptos do skate no Brasil,
segundo uma pesquisa da Datafolha feita em 2002. Além
disso, algumas marcas exportam seus vestuários
para os países do Mercosul, Estados Unidos, Alemanha,
Japão, entre outros.O esporte conta com duas
modalidades, o street que é praticado nas ruas
e o vertical, que utiliza uma rampa em formato de “U”.
Em Ribeirão Preto, a maioria dos atletas pratica
o street skate, apoiados pela organização
da InterSP, que montou a única pista em Ribeirão,
além de promover campeonatos e difundir as idéias
do skate no interior paulista. “É a única
empresa especializada nesse ramo no interior de São
Paulo e no Estado de Minas Gerais. É uma idéia
pioneira que no Brasil inteiro ninguém faz”,
afirma Vinícius Evaristo, um dos quatro integrantes
da InterSP.
A equipe realizou, em março de 2005, o segundo
circuito de skate da cidade e trouxe para Ribeirão
Preto mais de 170 atletas de vários Estados.
Eles contam com o apoio da Confederação
Brasileira de Skate e o objetivo é expandir o
movimento no país. Cidades como Sertãozinho,
Tambaú, Porto Ferreira e Franca possuem pistas
públicas. Segundo Vinícius, a maior preocupação
do grupo é a falta de apoio ao esporte na cidade.
Há alguns projetos na prefeitura e um deles foi
aprovado há oito anos. Foram construídas
algumas rampas chamadas de “mini hemp” que
não servem para a prática do street skate.O
secretário dos Esportes, Lula Ferreira, afirma
que não há nenhuma verba na prefeitura
para investimentos e não há possibilidade
de construir pistas. “Vamos fazer um orçamento,
mas sem parceria não dá. Para você
construir alguma coisa, ou mesmo para você disponibilizar
um dinheiro, tem que ter um orçamento aprovado”.O
secretário afirma ainda que, apesar da falta
de verba, já existe um projeto de pista pública
de skate em Ribeirão Preto. “Nós
fizemos um orçamento para uma construção
na Vila Virgínia e ficou em R$ 5,5, aproximadamente,
mas a secretaria não tem esse dinheiro”,
declara Lula.
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