Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

GERAL

Bonfim Paulista ganha
sistema de monitoramento

Computador doente... e agora?

Distrito empresarial não se
desenvolve em Ribeirão Preto

Mercado dominado por homens vaidosos

A arte circense conquista seu espaço

Aumenta procura pela vida religiosa

Transporte coletivo descontenta população

Acupuntura conquista cada vez mais a confiança das pessoas

Acupuntura conquista cada vez mais a confiança das pessoas

A realidade das favelas

Uso incorreto da água causa superexploração do Aqüífero Guarani

Encontro promove debate sobre ética na TV

Quando roubar é uma doença

Participação de mulheres na polícia em São Paulo completa 50 anos

Inimigo silencioso

Lembranças da Segunda Guerra Mundial

Pesquisadores da USP utilizam células-tronco no tratamento de doenças

A união faz a praça

Ribeirão ocupa o terceiro lugar no ranking do Estado em número de portadores do HIV

Educação superior a distância

A crise da meia-idade

Ciúme: medo disfarçado de amor

Mulheres ocupam cargos de chefia

Hotel para cavalos com direito
a convênio médico

Setor hoteleiro cresce em Ribeirão Preto

EDITORIAL E ARTIGOS

Brasil do terrorismo urbano

Porque ser publicitário

Editorial

Expediente

 

Distrito empresarial não se
desenvolve em Ribeirão Preto

Danilo Scochi

 

O distrito empresarial de Ribeirão Preto permanece sem investimentos. Depois de passar por diversas gestões e prefeituras, o projeto ficou apenas no papel. Entre as desculpas para o não desenvolvimento do local, a principal é a falta de dinheiro enfrentada pelos governos da cidade.
Com mais de 400 mil m2, o espaço está abandonado. Situado próximo às rodovias Anhangüera e Alexandre Balbo, onde há grande movimentação com fluxo de cargas e veículos que passam por Ribeirão, apenas um pequeno pavimento nas ruas foi concretizado pelo ex-prefeito Gilberto Maggioni, quando as eleições se aproximavam, nos últimos seis meses do ano passado.
Desde o lançamento do projeto com Antônio Palocci Filho, o terreno ficou sem obras. No contrato, assinado com as 51 empresas que apresentaram projetos e foram selecionadas para conseguirem lote no local, havia a promessa de entrega do espaço com infra-estrutura doada pela prefeitura. Contudo, não foi cumprido, e o local hoje se tornou um grande espaço com algumas ruas de terra e muito mato.
Por causa dos anos de espera, representantes do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e da ACI (Associação Comercial e Industrial), se reuniram com o prefeito Welson Gasparini no mês de março para tentar articular a aquisição de lotes no distrito empresarial. Eles propuseram aos empresários que ganharam a concorrência na primeira seleção pudessem, através do pagamento das despesas relacionadas com a infra-estrutura, investir nos terrenos e assim, adquirir o local. “Estamos pensando na necessidade do município de ganhar empresas. Não vejo desvantagem”, disse o diretor regional do Ciesp, Dorival Balbino.
Com a idéia, aprovada pelo prefeito, as empresas que foram selecionadas deverão estar dispostas agora a pagar a rede de água, esgoto, energia elétrica, telefone e asfalto em até nove meses, para conseguir o terreno. A responsabilidade deixou de ser da prefeitura devido à falta de dinheiro. Em troca das parcelas para a infra-estrutura, uma carência de 24 meses (dois anos) será dada para o início do pagamento das prestações relacionadas com a aquisição da área. “O empresário tem necessidade e o distrito tem muitas vantagens”, afirmou Balbino.
Segundo o prefeito Gasparini, quanto mais cedo acontecer a reativação das obras, melhor para a cidade. “Encontramos muito boa vontade por parte dos adquirentes que se mostram dispostos a pagar a infra-estrutura em troca de uma carência de 24 meses para poder iniciar o pagamento das prestações relacionadas com a aquisição da área. Resolvida essa questão, espero dinamizar as obras nos próximos 60 dias”, disse.
Uma carta-pesquisa foi enviada pelo diretor regional do Ciesp para as empresas selecionadas, informando-as da possibilidade e questionando-as sobre o interesse na proposta do pagamento da infra-estrutura. Se a idéia for aceita pela maioria dos empresários, o distrito industrial deve recomeçar as obras. Se não, as empresas vão esperar a prefeitura investir no local, para depois poderem construir.