| Danilo
Scochi
O distrito empresarial
de Ribeirão Preto permanece sem investimentos.
Depois de passar por diversas gestões e prefeituras,
o projeto ficou apenas no papel. Entre as desculpas
para o não desenvolvimento do local, a principal
é a falta de dinheiro enfrentada pelos governos
da cidade.
Com mais de 400 mil m2, o espaço está
abandonado. Situado próximo às rodovias
Anhangüera e Alexandre Balbo, onde há grande
movimentação com fluxo de cargas e veículos
que passam por Ribeirão, apenas um pequeno pavimento
nas ruas foi concretizado pelo ex-prefeito Gilberto
Maggioni, quando as eleições se aproximavam,
nos últimos seis meses do ano passado.
Desde o lançamento do projeto com Antônio
Palocci Filho, o terreno ficou sem obras. No contrato,
assinado com as 51 empresas que apresentaram projetos
e foram selecionadas para conseguirem lote no local,
havia a promessa de entrega do espaço com infra-estrutura
doada pela prefeitura. Contudo, não foi cumprido,
e o local hoje se tornou um grande espaço com
algumas ruas de terra e muito mato.
Por causa dos anos de espera, representantes do Ciesp
(Centro das Indústrias do Estado de São
Paulo) e da ACI (Associação Comercial
e Industrial), se reuniram com o prefeito Welson Gasparini
no mês de março para tentar articular a
aquisição de lotes no distrito empresarial.
Eles propuseram aos empresários que ganharam
a concorrência na primeira seleção
pudessem, através do pagamento das despesas relacionadas
com a infra-estrutura, investir nos terrenos e assim,
adquirir o local. “Estamos pensando na necessidade
do município de ganhar empresas. Não vejo
desvantagem”, disse o diretor regional do Ciesp,
Dorival Balbino.
Com a idéia, aprovada pelo prefeito, as empresas
que foram selecionadas deverão estar dispostas
agora a pagar a rede de água, esgoto, energia
elétrica, telefone e asfalto em até nove
meses, para conseguir o terreno. A responsabilidade
deixou de ser da prefeitura devido à falta de
dinheiro. Em troca das parcelas para a infra-estrutura,
uma carência de 24 meses (dois anos) será
dada para o início do pagamento das prestações
relacionadas com a aquisição da área.
“O empresário tem necessidade e o distrito
tem muitas vantagens”, afirmou Balbino.
Segundo o prefeito Gasparini, quanto mais cedo acontecer
a reativação das obras, melhor para a
cidade. “Encontramos muito boa vontade por parte
dos adquirentes que se mostram dispostos a pagar a infra-estrutura
em troca de uma carência de 24 meses para poder
iniciar o pagamento das prestações relacionadas
com a aquisição da área. Resolvida
essa questão, espero dinamizar as obras nos próximos
60 dias”, disse.
Uma carta-pesquisa foi enviada pelo diretor regional
do Ciesp para as empresas selecionadas, informando-as
da possibilidade e questionando-as sobre o interesse
na proposta do pagamento da infra-estrutura. Se a idéia
for aceita pela maioria dos empresários, o distrito
industrial deve recomeçar as obras. Se não,
as empresas vão esperar a prefeitura investir
no local, para depois poderem construir.
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