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Thalita Caturelli
Em Ribeirão Preto,
crianças, adolescentes e até adultos têm
trocado as academias por aulas de malabares, acrobacia
em tecidos e outras estripulias. A escola Essencial
de circo, teatro e TV existe há mais de um ano
e a procura é grande. “A tendência
é expandir a arte circense ainda mais. Quem faz
uma aula já se apaixona”, afirma Juliano
Barbosa, diretor e professor da escola de circo de Ribeirão
Preto. A arte circense cuida do corpo, da alma e da
mente.
O estudante Pedro Paulo, 14, é considerado um
daqueles freqüentadores assíduos da escola.
“O que eu mais gosto de fazer é malabares
e andar de perna-de-pau. Pensei que fosse cair, mas
no primeiro dia já consegui ficar de pé”,
diz.
Não é possível saber o número
exato de escolas de circo na cidade, pois elas se misturam
a cursos de teatro e televisão.
As artes circenses surgiram, provavelmente, na China,
onde foram descobertas pinturas de quase 5 mil anos
em que aparecem acrobatas, contorcionistas e equili-bristas.
A acrobacia era uma forma de treinamento para os guerreiros.
Deles, exigia-se agilidade, flexibilidade e força.
Com o tempo, essas qualidades se somaram à graça,
à beleza e à harmonia das apresentações
públicas.
Hoje as artes circenses estão mais vivas do que
nunca e apresentam-se em novos formatos, como em vídeos,
nos palcos de teatro, nas festas descoladas. E, assim,
com essa nova embalagem, o circo virou uma opção
de lazer e até mesmo uma alternativa profissional.
Na Europa e na América do Norte, as artes circenses
têm formação acadêmica.
No Brasil, a arte ainda não alcançou este
espaço. Enquanto pleiteia o status de nível
superior, o circo está presente na faculdade
de outras formas. Em Campinas, quem faz o curso de graduação
em Artes Cênicas na Unicamp, pode encaminhar sua
conclusão de curso para a área de circo.
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