| Davi
H. Tostes
A educação
a distância (EAD) é um método de
estudo que tem por objetivo beneficiar com capacitação
profissional as pessoas que estão fora dos centros
urbanos ou que não têm disponibilidade
de horários livres para estudar. O ensino a distância
surgiu por volta de 1850, no Canadá. Os agricultores
e pecuaristas aprendiam, por correspondência,
a melhor maneira de plantar ou de cuidar do rebanho.
Em1934, surgiu, timidamente, no Brasil, essa modalidade
de ensino, com o Instituto Monitor.
O Instituto Universal Brasileiro apareceu sete anos
depois. Na década de 70, fundações
privadas e não-governamentais começaram
também a oferecer supletivo a distância
no modelo de telecurso, com aulas via satélite
(rádio e tv), complementados por kits de materiais
impressos, enviados aos alunos por correspondência.
Em 1995, foi criado pelo Departamento Nacional de Educação,
o CEAD (Centro Nacional de Educação a
Distância) e foi a partir daí que a Internet
passou a ser fundamental para o futuro da educação
a distância.
Foi a partir de 1997 que a educação a
distância em instituições de ensino
superior começou a se firmar no Brasil. Por ser
uma prática ainda nova, grande parte da população
desconhece os reais benefícios que a EAD pode
proporcionar e, talvez por esta razão, as discussões
sobre este assunto sejam incessantes.
De acordo com dados do MEC (Ministério da Educação),
atualmente, 33 instituições são
autorizadas a oferecer 51 cursos de graduação
voltados à área de formação
e especialização de professores. Sem contar
os milhares de cursos livres e profissionalizantes,
que não precisam de regulamentação,
porém estão atuantes no mercado formando
profissionais.
Desses 51 cursos de formação universitária
a distância, 45 tem o objetivo de completar a
formação de educadores, visto que o MEC
definiu que, até 2006, nenhum professor dos ensinos
fundamental e médio do setor público poderá
ministrar aulas sem possuir curso superior.
A UVB (Universidade Virtual Brasileira) é uma
universidade on-line que é atuante em oito estados
e, ao contrário de outras faculdades, só
possui cursos não-presenciais e promove aulas
principalmente pela rede de computadores. É a
maior entidade credenciada pelo MEC que possibilita
cursos de graduação via web.
O presidente da ABED (Associação Brasileira
de Educação a Distância), Frederic
Michael Litto, alerta aos interessados que esta modalidade
não é para todos. “Para que o aluno
possa obter 100% de aproveitamento nesse tipo de curso,
ele deve se ater a alguns critérios fundamentais
para um bom aprendizado nestas aulas não-presenciais.
O interessado precisa ter muita disciplina e não
pode ser dependente do professor. Como a EAD não
oferece biblioteca, caberá ao estudante vencer
o obstáculo da falta de tempo para freqüentar
bibliotecas em busca de maior aprofundamento e aproveitamento
do curso. Portanto, dependerá dele manter o mesmo
nível de qualidade que o método de ensino
tradicional muitas vezes proporciona”.
Situações como esta fizeram o eletricista
Luiz Antônio, 56, desistir de um curso a distância.
“A falta de um professor ao meu lado, pronto para
sanar aquelas dúvidas que exigem resposta imediata,
me fez desanimar e perder o interesse pelo aprendizado”.
Para os adeptos dos cursos a distância, mesmo
com todas as ressalvas características a esse
novo método inovador, é possível
destacar muito mais benefícios que problemas.
Wilson Takahashi, 42, comerciante, se orgulha de ter
conseguido concluir seu curso e destaca alguns pontos
positivos: “muitas pessoas que não podem
sair de casa por motivos de doenças ou por uma
deficiência física grave, ganham a oportunidade
de estudar. Claro que, durante o curso, senti muita
falta de um orientador, mas nada que o meu esforço
não pudesse superar”.
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