Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

GERAL

Bonfim Paulista ganha
sistema de monitoramento

Computador doente... e agora?

Distrito empresarial não se
desenvolve em Ribeirão Preto

Mercado dominado por homens vaidosos

A arte circense conquista seu espaço

Aumenta procura pela vida religiosa

Transporte coletivo descontenta população

Acupuntura conquista cada vez mais a confiança das pessoas

Acupuntura conquista cada vez mais a confiança das pessoas

A realidade das favelas

Uso incorreto da água causa superexploração do Aqüífero Guarani

Encontro promove debate sobre ética na TV

Quando roubar é uma doença

Participação de mulheres na polícia em São Paulo completa 50 anos

Inimigo silencioso

Lembranças da Segunda Guerra Mundial

Pesquisadores da USP utilizam células-tronco no tratamento de doenças

A união faz a praça

Ribeirão ocupa o terceiro lugar no ranking do Estado em número de portadores do HIV

Educação superior a distância

A crise da meia-idade

Ciúme: medo disfarçado de amor

Mulheres ocupam cargos de chefia

Hotel para cavalos com direito
a convênio médico

Setor hoteleiro cresce em Ribeirão Preto

EDITORIAL E ARTIGOS

Brasil do terrorismo urbano

Porque ser publicitário

Editorial

Expediente

 

Educação superior a distância

Davi H. Tostes

 

A educação a distância (EAD) é um método de estudo que tem por objetivo beneficiar com capacitação profissional as pessoas que estão fora dos centros urbanos ou que não têm disponibilidade de horários livres para estudar. O ensino a distância surgiu por volta de 1850, no Canadá. Os agricultores e pecuaristas aprendiam, por correspondência, a melhor maneira de plantar ou de cuidar do rebanho. Em1934, surgiu, timidamente, no Brasil, essa modalidade de ensino, com o Instituto Monitor.
O Instituto Universal Brasileiro apareceu sete anos depois. Na década de 70, fundações privadas e não-governamentais começaram também a oferecer supletivo a distância no modelo de telecurso, com aulas via satélite (rádio e tv), complementados por kits de materiais impressos, enviados aos alunos por correspondência. Em 1995, foi criado pelo Departamento Nacional de Educação, o CEAD (Centro Nacional de Educação a Distância) e foi a partir daí que a Internet passou a ser fundamental para o futuro da educação a distância.
Foi a partir de 1997 que a educação a distância em instituições de ensino superior começou a se firmar no Brasil. Por ser uma prática ainda nova, grande parte da população desconhece os reais benefícios que a EAD pode proporcionar e, talvez por esta razão, as discussões sobre este assunto sejam incessantes.
De acordo com dados do MEC (Ministério da Educação), atualmente, 33 instituições são autorizadas a oferecer 51 cursos de graduação voltados à área de formação e especialização de professores. Sem contar os milhares de cursos livres e profissionalizantes, que não precisam de regulamentação, porém estão atuantes no mercado formando profissionais.
Desses 51 cursos de formação universitária a distância, 45 tem o objetivo de completar a formação de educadores, visto que o MEC definiu que, até 2006, nenhum professor dos ensinos fundamental e médio do setor público poderá ministrar aulas sem possuir curso superior.
A UVB (Universidade Virtual Brasileira) é uma universidade on-line que é atuante em oito estados e, ao contrário de outras faculdades, só possui cursos não-presenciais e promove aulas principalmente pela rede de computadores. É a maior entidade credenciada pelo MEC que possibilita cursos de graduação via web.
O presidente da ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância), Frederic Michael Litto, alerta aos interessados que esta modalidade não é para todos. “Para que o aluno possa obter 100% de aproveitamento nesse tipo de curso, ele deve se ater a alguns critérios fundamentais para um bom aprendizado nestas aulas não-presenciais. O interessado precisa ter muita disciplina e não pode ser dependente do professor. Como a EAD não oferece biblioteca, caberá ao estudante vencer o obstáculo da falta de tempo para freqüentar bibliotecas em busca de maior aprofundamento e aproveitamento do curso. Portanto, dependerá dele manter o mesmo nível de qualidade que o método de ensino tradicional muitas vezes proporciona”.
Situações como esta fizeram o eletricista Luiz Antônio, 56, desistir de um curso a distância. “A falta de um professor ao meu lado, pronto para sanar aquelas dúvidas que exigem resposta imediata, me fez desanimar e perder o interesse pelo aprendizado”.
Para os adeptos dos cursos a distância, mesmo com todas as ressalvas características a esse novo método inovador, é possível destacar muito mais benefícios que problemas. Wilson Takahashi, 42, comerciante, se orgulha de ter conseguido concluir seu curso e destaca alguns pontos positivos: “muitas pessoas que não podem sair de casa por motivos de doenças ou por uma deficiência física grave, ganham a oportunidade de estudar. Claro que, durante o curso, senti muita falta de um orientador, mas nada que o meu esforço não pudesse superar”.