Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Que País é esse?

Dupla Come-Fogo caindo pelas tabelas

O Advogado

Expediente

MERCADO DE TRABALHO

Ajudar o próximo faz bem

Economia informal cresce no país

As várias faces da moda

SAÚDE

Yoga proporciona melhor qualidade de vida

Vida sem drogas

A planta que
controla o estresse

As armas na luta contra o vício

Liberada a venda de remédios fracionados

ESPORTE

No rastro da história

Atividade física: danos ou benefícios?

POLUIÇÃO

Escassez de água

Poluição sonora causa danos à saúde e ao meio ambiente

Resíduo sólido gera problemas ambientais, sanitários e econômicos

LIXO

A preocupação que vem do lixo

Sorte encontrada no lixo

COMPORTAMENTO

Inveja e ciúme podem ajudar

A arte de relaxar

EDUCAÇÃO

Febem terá novo método de ensino

Prouni concede bolsas de estudo a alunos de baixa renda

Humanização hospitalar

Instituto de Ribeirão ganha destaque no Criança Esperança

INFORMÁTICA

Eu quero é velocidade!

COTIDIANO

Inclusão social de deficientes físicos é precária em Ribeirão Preto

Inadimplência afeta comércio

Entidades enfrentam burocracia para funcionar

Uma ameaça que vem do céu

Cinco mil pessoas visitam exposição de orquídeas

CULTURA

Música é do que eles gostam

Livro usado representa economia para leitores

ARTIGO

Dupla Come-Fogo caindo pelas tabelas

Thiago Pla

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Em 10 de outubro de 1911 era fundado por comerciantes de Ribeirão Preto, o Comercial Futebol Clube. Depois, em 12 de outubro de 1918, foi fundado pela fusão de três agremiações (União Paulistano, Tiberense e Ideal) o Botafogo Futebol Clube. A partir daí começou uma das maiores rivalidades do futebol brasileiro: o Come-Fogo.
A expressão surgiu em novembro de 1954, quando o cronista esportivo Lúcio Mendes escreveu um artigo sobre o confronto das equipes. O texto fala de um clássico entre Botafogo e o Comercial, dentro do torneio de acesso à primeira divisão. Para ele, seria um autêntico Come-Fogo! “Sim, um clássico do nosso futebol principal, no futuro, na segunda divisão do futebol profissional bandeirante será qualquer coisa de grandioso”, dizia o cronista.
Os dois clubes já estiveram na primeira divisão dos campeonatos brasileiro e paulista. Revelaram craques como Emerson Leão e Mauricinho, pelo Bafo, e Sócrates e Raí, pelo Fogo.
Antes, as duas equipes jogavam contra Corinthians, Santos, São Paulo, Flamen-go, Cruzeiro. Hoje jogam com times com quase nenhuma tradição. O Comercial, que em 1966 foi campeão do interior em jogos memoráveis contra o Santos de Pelé, amargura na segunda divisão há 19 anos.
O Botafogo, que em 1977 foi campeão do primeiro turno do campeonato paulista e em 2001 vice-campeão perdendo para o Corinthians na final, nos últimos anos foi caindo pelas tabelas. Rebaixado, deve disputar no ano quem vem a terceira divisão do Estado.
Andando pelas ruas da cidade, o que se vê são vários torcedores com camisas de outros clubes, é raro ver pessoas usando uniformes do Botafogo ou do Comercial. Essa situação não traz ânimo às torcidas de reviverem as glórias dos dois times.
Lukaz Vini, criador do site do Botafogo: www.tricolor-rp.cjb.net, acha que é um momento de expectativas com relação à eleição de um novo presidente no clube, que venha unir forças de toda coletividade botafoguense e ribeirão-pretana para uma reestruturação total, desde o departamento amador até a formação de um time digno da glória e tradição do Pantera.
Do lado comercialino, o presidente alvinegro, Santino Soares da Silva Júnior, afirma que há desinteresse de muitos lados, principalmente por causa da negatividade nas informações veiculadas na imprensa, que colocam em dúvida as atitudes dos dirigentes.
O Come-Fogo já foi disputado 123 vezes. Em partidas oficiais foram 50 vitórias do Botafogo contra 26 do Comercial e 47 empates. Durante a fase amadora, entre 1930 e 1935, o Leão do Norte levou a melhor. Foram 12 vitórias contra apenas três do tricolor.
Juntos eles balançaram as redes 259 vezes no dérbi. As maiores goleadas foram em 1955, quando o Botafogo ganhou do Bafo por 5 a zero, e em 1966, quando o Leão devolveu o mesmo placar de 5 a zero ao rival.
Antigamente, os clássicos disputados em Ribeirão levavam multidões aos estádios. Mais de 30 mil torcedores assistiam às partidas do Come-fogo e hoje o público não passa de 1500. Para muitos, a rivalidade entre os clubes não é mais a mesma. Cogita-se até a hipótese da união dos dois times, mas não há nada de concreto sendo feito para salvar o futebol de Ribeirão.