| Talita
Macário
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Primeiro surge a vontade
de aprender e fazer aquilo que se gosta. Depois o prazer
de relaxar. Foi assim que a dona-de-casa Maria Aparecida
de Oliveira Silva, 48, se aprofun-dou no artesanato.
Desde 12 anos ela se dedica a pinturas em tecidos, crochê
e diversas outras formas de trabalhos manuais. O que
começou por gosto se tornou o refúgio
das pressões do dia-a-dia.
Hoje, Maria Aparecida mantém, em parceria com
algumas amigas, o Gafi (Grupo de Auxílio Fraterno
Independente) que produz e doa à Maternidade
Mater, do bairro Quintino I, de Ribeirão Preto,
peças de enxoval para crianças carentes.
O grupo também colabora com a Sobecan (Sociedade
Brasileira do Câncer), do Hospital de Câncer,
que, com a venda de peças de artesanato, arrecada
fundos para ajudar no pagamento das despesas dos pacientes.
Maria Aparecida considera o artesanato uma boa forma
de descanso. Ela não costuma usá-lo com
fins lucrativos, a não ser por um pedido bem
especial de alguns conhecidos. O objetivo é descansar
a cabeça e encontrar algo prazeroso para se desligar
da realidade. “É uma higiene mental, acaba
com toda tensão”, reforça Maria
Aparecida. Ela o recomenda a todos que passam por uma
situação difícil ou mesmo pela
depressão. “Trabalho manual é uma
ótima fonte de renda, mas é, acima de
tudo, uma terapia”, diz.
A funcionária de uma escola de pintura em madeiras,
Daniela Lima, 23, afirma que muitos dos alunos vão
ate lá por orientações médicas.
“Aqueles que começam geralmente vão
além do tratamento e não abandonam mais
a atividade”, afirma Daniela.
A psicóloga Maria Eleonor Pieri Vercevi comenta
que não costuma utilizar este tipo de tratamento
com seus pacientes, mas considera uma maneira válida
para tratar pessoas que vivem em sanatórios,
instituições para idosos ou que sofreram
derrame. Para a especialista, é uma forma de
desviar os problemas para o trabalho manual, como uma
terapia ocupacional.
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