Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Que País é esse?

Dupla Come-Fogo caindo pelas tabelas

O Advogado

Expediente

MERCADO DE TRABALHO

Ajudar o próximo faz bem

Economia informal cresce no país

As várias faces da moda

SAÚDE

Yoga proporciona melhor qualidade de vida

Vida sem drogas

A planta que
controla o estresse

As armas na luta contra o vício

Liberada a venda de remédios fracionados

ESPORTE

No rastro da história

Atividade física: danos ou benefícios?

POLUIÇÃO

Escassez de água

Poluição sonora causa danos à saúde e ao meio ambiente

Resíduo sólido gera problemas ambientais, sanitários e econômicos

LIXO

A preocupação que vem do lixo

Sorte encontrada no lixo

COMPORTAMENTO

Inveja e ciúme podem ajudar

A arte de relaxar

EDUCAÇÃO

Febem terá novo método de ensino

Prouni concede bolsas de estudo a alunos de baixa renda

Humanização hospitalar

Instituto de Ribeirão ganha destaque no Criança Esperança

INFORMÁTICA

Eu quero é velocidade!

COTIDIANO

Inclusão social de deficientes físicos é precária em Ribeirão Preto

Inadimplência afeta comércio

Entidades enfrentam burocracia para funcionar

Uma ameaça que vem do céu

Cinco mil pessoas visitam exposição de orquídeas

CULTURA

Música é do que eles gostam

Livro usado representa economia para leitores

COMPORTAMENTO

A arte de relaxar

Talita Macário

________________________

Primeiro surge a vontade de aprender e fazer aquilo que se gosta. Depois o prazer de relaxar. Foi assim que a dona-de-casa Maria Aparecida de Oliveira Silva, 48, se aprofun-dou no artesanato. Desde 12 anos ela se dedica a pinturas em tecidos, crochê e diversas outras formas de trabalhos manuais. O que começou por gosto se tornou o refúgio das pressões do dia-a-dia.
Hoje, Maria Aparecida mantém, em parceria com algumas amigas, o Gafi (Grupo de Auxílio Fraterno Independente) que produz e doa à Maternidade Mater, do bairro Quintino I, de Ribeirão Preto, peças de enxoval para crianças carentes. O grupo também colabora com a Sobecan (Sociedade Brasileira do Câncer), do Hospital de Câncer, que, com a venda de peças de artesanato, arrecada fundos para ajudar no pagamento das despesas dos pacientes.
Maria Aparecida considera o artesanato uma boa forma de descanso. Ela não costuma usá-lo com fins lucrativos, a não ser por um pedido bem especial de alguns conhecidos. O objetivo é descansar a cabeça e encontrar algo prazeroso para se desligar da realidade. “É uma higiene mental, acaba com toda tensão”, reforça Maria Aparecida. Ela o recomenda a todos que passam por uma situação difícil ou mesmo pela depressão. “Trabalho manual é uma ótima fonte de renda, mas é, acima de tudo, uma terapia”, diz.
A funcionária de uma escola de pintura em madeiras, Daniela Lima, 23, afirma que muitos dos alunos vão ate lá por orientações médicas. “Aqueles que começam geralmente vão além do tratamento e não abandonam mais a atividade”, afirma Daniela.
A psicóloga Maria Eleonor Pieri Vercevi comenta que não costuma utilizar este tipo de tratamento com seus pacientes, mas considera uma maneira válida para tratar pessoas que vivem em sanatórios, instituições para idosos ou que sofreram derrame. Para a especialista, é uma forma de desviar os problemas para o trabalho manual, como uma terapia ocupacional.