| Lilian
Daguano
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A Associação
Orquidófila de Ribeirão Preto, fundada
em 1962, realizou em 2005 a 42ª Exposição
Nacional de Orquídeas de Ribeirão Preto.
Foram, aproximadamente, 36 cidades participantes, mil
vasos expostos e a presença de 5 mil pessoas.
“Tentamos melhorar um pouco mais na apresentação,
nos cartazes, convites e as pessoas elogiaram o trabalho.
Isso também fez com que várias cidades,
que há muito tempo não participavam da
exposição, estivessem presentes este ano”,
afirmou o diretor-técnico da Associação
Orquidófila, Norival Carlos Pereira.
Na família das orquídeas são conhecidos
mais de 1.800 gêneros subdivididos em torno de
35 mil espécies. Norival conta que a classificação
das orquídeas ainda não é definitiva
porque elas existem no mundo inteiro, assim como também
é relativo o conceito das espécies mais
raras. “Os orquidófilos gostam de dar o
fator raridade pela qualidade da planta. Por exemplo,
um senhor adquiriu uma planta em Goiás oferecendo
um carro novo na troca. Após um tempo, em uma
exposição do Japão, essa mesma
planta ganhou um prêmio de 30 mil dólares”.
A maioria das orquídeas pode ser plantada em
vasos de barro ou plástico, cujo tamanho deve
ser o menor possível. Segundo Norival, seu cultivo
pode ser feito de duas maneiras. Uma delas é
através da polinização. “Na
poli-nização, realizada em laboratórios
e em algumas formas caseiras, você colhe a semente
e faz a semeadura. Após um ano você pega
essas plantinhas e as coloca num vaso grande. Depois
de mais um ano elas devem ser replan-tadas em vasos
individuais. As plantas dão flores em quatro
ou cinco anos, mas podem demorar até 15 anos”,
afirma o especialista. Já da outra maneira são
feitos cortes na planta crescida. “Elas mesmas
se multiplicam. Se for bem tratada a planta poderá
dar flor em um ano”.
Algumas orquídeas, quando não cultivadas
de maneira adequada, podem estar sujeitas a pragas e
doenças como fungos, cochonilhas, lesmas, caracóis,
besourinhos, vírus e muitas outras. “A
melhor maneira de acabar com essas pragas e doenças
é evitar que elas apareçam, ou seja, manter
o orquidário bem iluminado, ventilado, com espaços
entre os vasos e também molhar as plantas na
medida certa, sem encharcá-las nem deixá-las
secas demais”, afirma Norival.
Ele enfatiza que qualquer pessoa pode tornar-se um orquidófilo.
“Se a pessoa quiser, as orquídeas podem
ser cultivadas até mesmo em apartamento. É
importante também que, no início, a pessoa
escolha uma planta de cultivo mais fácil e sempre
procure saber qual a origem dela. Dessa forma, você
poderá tentar reproduzir em seu orquidário
o habitat natural da planta”.
A estudante Simone Aparecida Terra de Campos afirma
que não perguntaria nada sobre o cultivo de orquídeas
na hora de comprar a planta e somente iria ver se ela
é bonita. Para Fernanda Fessore, que trabalha
em uma floricultura, as pessoas que compram orquídeas
procuram aprender a cultivá-las. “Se a
pessoa não procurar saber sobre a planta, nós
mesmos explicamos. A orquídea não é
como as outras plantas. É preciso ter um cuidado
especial com ela”.
Atualmente a Associação Orquidófila
possui 20 pessoas que freqüentam regularmente as
reuniões às terças-feiras, em que
cada pessoa leva uma planta para ser discutida.
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