Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Que País é esse?

Dupla Come-Fogo caindo pelas tabelas

O Advogado

Expediente

MERCADO DE TRABALHO

Ajudar o próximo faz bem

Economia informal cresce no país

As várias faces da moda

SAÚDE

Yoga proporciona melhor qualidade de vida

Vida sem drogas

A planta que
controla o estresse

As armas na luta contra o vício

Liberada a venda de remédios fracionados

ESPORTE

No rastro da história

Atividade física: danos ou benefícios?

POLUIÇÃO

Escassez de água

Poluição sonora causa danos à saúde e ao meio ambiente

Resíduo sólido gera problemas ambientais, sanitários e econômicos

LIXO

A preocupação que vem do lixo

Sorte encontrada no lixo

COMPORTAMENTO

Inveja e ciúme podem ajudar

A arte de relaxar

EDUCAÇÃO

Febem terá novo método de ensino

Prouni concede bolsas de estudo a alunos de baixa renda

Humanização hospitalar

Instituto de Ribeirão ganha destaque no Criança Esperança

INFORMÁTICA

Eu quero é velocidade!

COTIDIANO

Inclusão social de deficientes físicos é precária em Ribeirão Preto

Inadimplência afeta comércio

Entidades enfrentam burocracia para funcionar

Uma ameaça que vem do céu

Cinco mil pessoas visitam exposição de orquídeas

CULTURA

Música é do que eles gostam

Livro usado representa economia para leitores

COTIDIANO

Cinco mil pessoas visitam exposição de orquídeas

Foto: Lilian Daguano

Lilian Daguano

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A Associação Orquidófila de Ribeirão Preto, fundada em 1962, realizou em 2005 a 42ª Exposição Nacional de Orquídeas de Ribeirão Preto. Foram, aproximadamente, 36 cidades participantes, mil vasos expostos e a presença de 5 mil pessoas. “Tentamos melhorar um pouco mais na apresentação, nos cartazes, convites e as pessoas elogiaram o trabalho. Isso também fez com que várias cidades, que há muito tempo não participavam da exposição, estivessem presentes este ano”, afirmou o diretor-técnico da Associação Orquidófila, Norival Carlos Pereira.
Na família das orquídeas são conhecidos mais de 1.800 gêneros subdivididos em torno de 35 mil espécies. Norival conta que a classificação das orquídeas ainda não é definitiva porque elas existem no mundo inteiro, assim como também é relativo o conceito das espécies mais raras. “Os orquidófilos gostam de dar o fator raridade pela qualidade da planta. Por exemplo, um senhor adquiriu uma planta em Goiás oferecendo um carro novo na troca. Após um tempo, em uma exposição do Japão, essa mesma planta ganhou um prêmio de 30 mil dólares”.
A maioria das orquídeas pode ser plantada em vasos de barro ou plástico, cujo tamanho deve ser o menor possível. Segundo Norival, seu cultivo pode ser feito de duas maneiras. Uma delas é através da polinização. “Na poli-nização, realizada em laboratórios e em algumas formas caseiras, você colhe a semente e faz a semeadura. Após um ano você pega essas plantinhas e as coloca num vaso grande. Depois de mais um ano elas devem ser replan-tadas em vasos individuais. As plantas dão flores em quatro ou cinco anos, mas podem demorar até 15 anos”, afirma o especialista. Já da outra maneira são feitos cortes na planta crescida. “Elas mesmas se multiplicam. Se for bem tratada a planta poderá dar flor em um ano”.
Algumas orquídeas, quando não cultivadas de maneira adequada, podem estar sujeitas a pragas e doenças como fungos, cochonilhas, lesmas, caracóis, besourinhos, vírus e muitas outras. “A melhor maneira de acabar com essas pragas e doenças é evitar que elas apareçam, ou seja, manter o orquidário bem iluminado, ventilado, com espaços entre os vasos e também molhar as plantas na medida certa, sem encharcá-las nem deixá-las secas demais”, afirma Norival.
Ele enfatiza que qualquer pessoa pode tornar-se um orquidófilo. “Se a pessoa quiser, as orquídeas podem ser cultivadas até mesmo em apartamento. É importante também que, no início, a pessoa escolha uma planta de cultivo mais fácil e sempre procure saber qual a origem dela. Dessa forma, você poderá tentar reproduzir em seu orquidário o habitat natural da planta”.
A estudante Simone Aparecida Terra de Campos afirma que não perguntaria nada sobre o cultivo de orquídeas na hora de comprar a planta e somente iria ver se ela é bonita. Para Fernanda Fessore, que trabalha em uma floricultura, as pessoas que compram orquídeas procuram aprender a cultivá-las. “Se a pessoa não procurar saber sobre a planta, nós mesmos explicamos. A orquídea não é como as outras plantas. É preciso ter um cuidado especial com ela”.
Atualmente a Associação Orquidófila possui 20 pessoas que freqüentam regularmente as reuniões às terças-feiras, em que cada pessoa leva uma planta para ser discutida.