Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Que País é esse?

Dupla Come-Fogo caindo pelas tabelas

O Advogado

Expediente

MERCADO DE TRABALHO

Ajudar o próximo faz bem

Economia informal cresce no país

As várias faces da moda

SAÚDE

Yoga proporciona melhor qualidade de vida

Vida sem drogas

A planta que
controla o estresse

As armas na luta contra o vício

Liberada a venda de remédios fracionados

ESPORTE

No rastro da história

Atividade física: danos ou benefícios?

POLUIÇÃO

Escassez de água

Poluição sonora causa danos à saúde e ao meio ambiente

Resíduo sólido gera problemas ambientais, sanitários e econômicos

LIXO

A preocupação que vem do lixo

Sorte encontrada no lixo

COMPORTAMENTO

Inveja e ciúme podem ajudar

A arte de relaxar

EDUCAÇÃO

Febem terá novo método de ensino

Prouni concede bolsas de estudo a alunos de baixa renda

Humanização hospitalar

Instituto de Ribeirão ganha destaque no Criança Esperança

INFORMÁTICA

Eu quero é velocidade!

COTIDIANO

Inclusão social de deficientes físicos é precária em Ribeirão Preto

Inadimplência afeta comércio

Entidades enfrentam burocracia para funcionar

Uma ameaça que vem do céu

Cinco mil pessoas visitam exposição de orquídeas

CULTURA

Música é do que eles gostam

Livro usado representa economia para leitores

EDUCAÇÃO

Instituto de Ribeirão ganha destaque no Criança Esperança

Luana Vianna

________________________

As pequenas empresas também investem em responsabilidade social. A editora Palavra Mágica criou um instituto, em 1999, que recebeu o mesmo nome da empresa. O resultado foi o reconhecimento de empresários e instituições. No mês passado, o projeto Oficina Palavra Mágica de Leitura foi selecionado pela Unesco para ser contemplado pelo programa Criança Esperança. Dos 40 projetos apoiados em 2005, o instituto é o único representante de Ribeirão Preto.
O Palavra Mágica já doou mais de 300 mil livros para escolas públicas, através de diversos projetos, em Ribeirão Preto, Batatais, Franca e várias outras cidades da região. O objetivo é incentivar a leitura e ampliar bibliotecas. São realizadas parcerias com empresas e instituições públicas ou privadas.
Em 2002, foi vencedor do 1º Prêmio Balanço Social – Destaque Nacional entre as pequenas e microempresas (Abamec, Aberje, Ethos, Fides e Ibase). Também recebeu outros prêmios, como Prêmio Valor Social – Melhor Empresa de Pequeno Porte em Responsabilidade Social Empresarial - Instituto Ethos e jornal Valor Econômico – 2001.
Nessa entrevista, a presidente da Fundação, Luciana Paschoalin, relata a importância da responsabilidade social para as pequenas empresas e a sociedade. Além disso, fala sobre da importância de um projeto aprovado pela Unesco e os desafios do incenvo à leitura.

Jornal do Barão - Um projeto desenvolvido pela Fundação Palavra Mágica foi selecionado pela Unesco para ser contem-plado pelo programa Criança Esperança. Como foi essa conquista? O projeto agora deve ser ampliado?
Luciana Paschoalin - Sim, a Oficina Palavra Mágica de Leitura e Escrita foi o projeto selecionado rigorosamente pela Comissão Técnica Julgadora Unesco-TV Globo. A oficina tem como objetivo desenvolver junto aos adolescentes habi-lidades da compreensão e expressão para o exercício pleno da cidadania, através do estímulo da leitura e da escrita. É estimulada a análise crítica, combatendo o analfabetismo funcional e abrindo mais possibilidades de inserção destes jovens no mercado de trabalho. Cada oficina pode atender até 25 jovens que têm a oportunidade de ler, escrever e praticar diversas formas de expressar e compreender o mundo. Com o apoio do Criança Esperança conseguiremos abrir mais quatro oficinas a partir de outubro em Ribeirão Preto.

Jornal do Barão - Além da oficina, quais projetos estão em andamento? Sinteticamente, como funcionam?
Paschoalin - Temos o projeto Amigos da Estrada, que é um programa de educação para o trânsito que trabalha com uma criativa combinação de recursos pedagógicos que vão desde livros de literatura infantil, jogos educativos e palestras até gincanas e atividades organizadas pelas próprias crianças. Outro projeto é o História da Gente, através da leitura, da criação e da troca de experiências, este programa de educação para a cidadania realizado em parceria com grupos de terceira idade, visa o resgate e a valorização da história da cidade de Ribeirão Preto.

Jornal do Barão - Para o município de Ribeirão Preto, qual a importância de ter um projeto incluído no Criança Esperança?
Paschoalin - A maior importância é poder beneficiar diretamente aproxi-madamente 100 crianças, colaborando para combater o analfabetismo funcional. Além disso, promove uma visibilidade positiva que o projeto deu na mídia nacional, divulgando o nome da cidade em uma ação de responsabilidade social.

Jornal do Barão - Quais as expectativas da fundação? Há estudos para implan-tação de novos projetos?
Paschoalin - As expectativas da fundação são boas. Estamos conseguindo cada vez mais parceiros para desenvolvermos os projetos. Além dos projetos que estão em atividades, estamos iniciando um projeto de meio ambiente em Ribeirão Preto e temos outros em fase de estudo.

Jornal do Barão - Como base na experiência de 2002, qual a importância da responsabilidade social para as pequenas empre-sas?
Paschoalin - Quando se trata de responsabilidade social empresarial, definiti-vamente tamanho não é documento. É cada vez mais significativo o número de empresas de pequeno porte que se engajam, com criatividade e entusiasmo, na inadiável tarefa de ajudar a construir uma sociedade mais justa e solidária. Cidadania empresarial não depende de um bom balancete financeiro. E muito menos se resume a uma ação social. Sem dúvida nenhuma é importante e imprescindível, especialmente em lugares carentes de progresso social.
Mas significa, sobretudo, ter atitudes positivas nas relações com funcionários (a começar pelo registro em carteira e pagamento dos direitos trabalhistas), fornecedores, clientes e concorrentes. E, ainda, incorporar à própria filosofia empresarial que além da convivência saudável com a comunidade onde atua há que se devolver à sociedade um pouco do que ela tão generosamente nos oferece – desde um mercado repleto de oportunidades para se atuar, gente para trabalhar e consumir até a própria existência de uma organização social, sem a qual certamente nenhuma empresa prosperaria. As práticas socialmente responsáveis contagiam outras empresas da cidade, que mudam posturas e ajudam a multiplicar as ações na comunidade. Para mudar a face de um país-continente como o Brasil não dá para esperar tudo dos governos. E nem só das grandes empresas. Os milhões de pequenos negócios, espalhados pelo Brasil, não podem ficar de fora. Para quem pretende esperar a empresa dar muitos lucros para depois aderir, uma boa notícia: não custa caro. O capital exigido é outro: criatividade e vontade políti-ca de fazer mudanças, começando por si próprio.