| Luana
Vianna
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As pequenas empresas também
investem em responsabilidade social. A editora Palavra
Mágica criou um instituto, em 1999, que recebeu
o mesmo nome da empresa. O resultado foi o reconhecimento
de empresários e instituições.
No mês passado, o projeto Oficina Palavra Mágica
de Leitura foi selecionado pela Unesco para ser contemplado
pelo programa Criança Esperança. Dos 40
projetos apoiados em 2005, o instituto é o único
representante de Ribeirão Preto.
O Palavra Mágica já doou mais de 300 mil
livros para escolas públicas, através
de diversos projetos, em Ribeirão Preto, Batatais,
Franca e várias outras cidades da região.
O objetivo é incentivar a leitura e ampliar bibliotecas.
São realizadas parcerias com empresas e instituições
públicas ou privadas.
Em 2002, foi vencedor do 1º Prêmio Balanço
Social – Destaque Nacional entre as pequenas e
microempresas (Abamec, Aberje, Ethos, Fides e Ibase).
Também recebeu outros prêmios, como Prêmio
Valor Social – Melhor Empresa de Pequeno Porte
em Responsabilidade Social Empresarial - Instituto Ethos
e jornal Valor Econômico – 2001.
Nessa entrevista, a presidente da Fundação,
Luciana Paschoalin, relata a importância da responsabilidade
social para as pequenas empresas e a sociedade. Além
disso, fala sobre da importância de um projeto
aprovado pela Unesco e os desafios do incenvo à
leitura.
Jornal do Barão
- Um projeto desenvolvido pela Fundação
Palavra Mágica foi selecionado pela Unesco para
ser contem-plado pelo programa Criança Esperança.
Como foi essa conquista? O projeto agora deve ser ampliado?
Luciana Paschoalin - Sim, a Oficina
Palavra Mágica de Leitura e Escrita foi o projeto
selecionado rigorosamente pela Comissão Técnica
Julgadora Unesco-TV Globo. A oficina tem como objetivo
desenvolver junto aos adolescentes habi-lidades da compreensão
e expressão para o exercício pleno da
cidadania, através do estímulo da leitura
e da escrita. É estimulada a análise crítica,
combatendo o analfabetismo funcional e abrindo mais
possibilidades de inserção destes jovens
no mercado de trabalho. Cada oficina pode atender até
25 jovens que têm a oportunidade de ler, escrever
e praticar diversas formas de expressar e compreender
o mundo. Com o apoio do Criança Esperança
conseguiremos abrir mais quatro oficinas a partir de
outubro em Ribeirão Preto.
Jornal do Barão
- Além da oficina, quais projetos estão
em andamento? Sinteticamente, como funcionam?
Paschoalin - Temos o projeto Amigos
da Estrada, que é um programa de educação
para o trânsito que trabalha com uma criativa
combinação de recursos pedagógicos
que vão desde livros de literatura infantil,
jogos educativos e palestras até gincanas e atividades
organizadas pelas próprias crianças. Outro
projeto é o História da Gente, através
da leitura, da criação e da troca de experiências,
este programa de educação para a cidadania
realizado em parceria com grupos de terceira idade,
visa o resgate e a valorização da história
da cidade de Ribeirão Preto.
Jornal do Barão
- Para o município de Ribeirão Preto,
qual a importância de ter um projeto incluído
no Criança Esperança?
Paschoalin - A maior importância
é poder beneficiar diretamente aproxi-madamente
100 crianças, colaborando para combater o analfabetismo
funcional. Além disso, promove uma visibilidade
positiva que o projeto deu na mídia nacional,
divulgando o nome da cidade em uma ação
de responsabilidade social.
Jornal do Barão
- Quais as expectativas da fundação? Há
estudos para implan-tação de novos projetos?
Paschoalin - As expectativas da fundação
são boas. Estamos conseguindo cada vez mais parceiros
para desenvolvermos os projetos. Além dos projetos
que estão em atividades, estamos iniciando um
projeto de meio ambiente em Ribeirão Preto e
temos outros em fase de estudo.
Jornal do Barão
- Como base na experiência de 2002, qual a importância
da responsabilidade social para as pequenas empre-sas?
Paschoalin - Quando se trata de responsabilidade
social empresarial, definiti-vamente tamanho não
é documento. É cada vez mais significativo
o número de empresas de pequeno porte que se
engajam, com criatividade e entusiasmo, na inadiável
tarefa de ajudar a construir uma sociedade mais justa
e solidária. Cidadania empresarial não
depende de um bom balancete financeiro. E muito menos
se resume a uma ação social. Sem dúvida
nenhuma é importante e imprescindível,
especialmente em lugares carentes de progresso social.
Mas significa, sobretudo, ter atitudes positivas nas
relações com funcionários (a começar
pelo registro em carteira e pagamento dos direitos trabalhistas),
fornecedores, clientes e concorrentes. E, ainda, incorporar
à própria filosofia empresarial que além
da convivência saudável com a comunidade
onde atua há que se devolver à sociedade
um pouco do que ela tão generosamente nos oferece
– desde um mercado repleto de oportunidades para
se atuar, gente para trabalhar e consumir até
a própria existência de uma organização
social, sem a qual certamente nenhuma empresa prosperaria.
As práticas socialmente responsáveis contagiam
outras empresas da cidade, que mudam posturas e ajudam
a multiplicar as ações na comunidade.
Para mudar a face de um país-continente como
o Brasil não dá para esperar tudo dos
governos. E nem só das grandes empresas. Os milhões
de pequenos negócios, espalhados pelo Brasil,
não podem ficar de fora. Para quem pretende esperar
a empresa dar muitos lucros para depois aderir, uma
boa notícia: não custa caro. O capital
exigido é outro: criatividade e vontade políti-ca
de fazer mudanças, começando por si próprio.
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