Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Abrindo as páginas do portifólio

Expediente

POLÍTICA e ECONOMIA

Ribeirão Preto adere ao movimento
“De Olho no Imposto”

Álcool ou gasolina?

COTIDIANO

Na hora de montar uma república,
móveis usados podem ser a solução

Estágios durante a universidade
proporcionam mais chances de emprego

Gilberto Dimenstein
faz palestra no Barão de Mauá

Documentos digitalizados
facilitam atendimento do Poupatempo

O outro lado do Imposto de Renda

CIÊNCIA e TECNOLOGIA

Seres Humanos monitorados

Odontologia estética esculpe sorrisos perfeitos

Controle de qualidade

Barão de Mauá recebe importante
Simpósio da Região Sudeste

Ônibus urbano ganha televisão em Ribeirão Preto

CULTURA

Concertos para a juventude

Portas abertas para o conhecimento

ESPORTE

Tradição do futebol de Ribeirão Preto
não livra clubes da “pindaíba”

Fanático por colecionar

SAÚDE

Propaganda sobre medicamentos
pode ser vetada

Sono Polifásico: opção para otimizar o tempo

CIÊNCIA e TECNOLOGIA

Ônibus urbano ganha televisão em Ribeirão Preto

Entretenimento já pode ser encontrado nos coletivos

Foto: Francisco Silva

Rogéria Gamba
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Os usuários do transporte coletivo urbano de Ribeirão Preto ganharam um importante aliado para tornar as viagens menos cansativas. Desde o dia sete de fevereiro, dez ônibus (4 Transcorp, 3 Turb e 3 Rápido D´Oeste), de linhas diferentes, estão equipados com aparelho de TV. O projeto é uma parceria entre a empresa BusVídeo e as permissionárias de Ribeirão Preto. Através de um DVD, é exibida, diariamente, de 5h a 0h, uma programação recheada de propagandas, dicas de saúde e apoio a campanhas sociais como a do Hemocentro, do Hospital do Câncer e do HC Criança.
Entre os usuários do transporte coletivo as opiniões se dividem. Para a dona Leonice Mattioli, de 64 anos, a televisão não faz muita diferença. “Para mim tanto faz, já que fico pouco tempo no ônibus”.
Milena Snishimura, de 19 anos, afirma que o problema é conseguir ouvir o que é dito na TV. “Só passa propaganda e com o barulho do ônibus, não dá para ouvir direito. Acho que deveriam melhorar a qualidade do transporte e não colocar televisão”. Outra usuária, Lúcia Ferreira, de 44 anos, gostou da novidade. “Eu gosto da televisão no ônibus, é uma distração e quando vejo já é hora de descer”.
Alguns afirmam que a televisão pode atrapalhar a concentração de quem conduz o ônibus. Mas segundo o motorista Evandro Pimenta, a programação não atrapalha o serviço. “Pelo contrário, gosto muito”. O mesmo diz o cobrador, Emerson Aparecido Caetano, que já se acostumou com o projeto. “Também aprovo e cumpro seriamente o dever de colocar a programação para funcionar”.
Segundo o proprietário da empresa responsável pelo sistema, Ângelo Zandonai, a programação televisiva em transporte urbano, também existe em Israel e na Inglaterra, porém, somente com a exibição de imagens. Ele afirma que o objetivo é instalar pelo menos mais 40 monitores nos coletivos, até o final desse ano. “Ribeirão Preto foi escolhida para iniciar essa novidade, pois é uma região que dá para administrar. Além disso, há outras micro-regiões que abastecem Ribeirão, (...) futuramente, a cidade fará parte do projeto transmitir programas jornalísticos diários. Para isso vamos buscar o apoio das faculdades de comunicação locais”.
Na opinião do encarregado do departamento de tráfego de uma das empresas permissionárias de Ribeirão Preto, Rodrigo Ap. de Oliveira, o importante é inovar. “A colocação dos monitores é entretenimento, inovação. A maior parte dos usuários tem gostado de assistir televisão durante as viagens”.
O sistema em funcionamento no transporte coletivo urbano de Ribeirão é modelo para outras cidades. No próximo ano o projeto pode ser implantado em São Paulo e São José do Rio Preto.

Dúvida cruel
A implantação de televisores dentro dos coletivos pode ter relação com a proposta de 16% de aumento no valor da tarifa? Segundo Zandonai, não há ligação de uma coisa com a outra. “Os monitores são meus, bem como a manutenção. Além disso, por ter bons relacionamentos com os proprietários das permissioná-rias, fizemos um acordo de cavalheiros e terei uma carência de 12 meses”.