| Thais
Ferreira Guimarães
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"Este homem pegou uma
nação destruída, recuperou sua
economia e devolveu o orgulho ao seu povo. Em seus quatro
primeiros anos de governo, o número de desempregados
caiu de 6 milhões para 900 mil. Este homem fez
o produto interno bruto crescer 102% e a renda per capita
dobrar. Aumentou os lucros das empresas de 175 milhões
para 5 bilhões de marcos e reduziu uma hiperinflação
a no máximo 25% ao ano. Este homem adorava música
e pintura, e quando jovem imaginava seguir a carreira
artística".
As informações acima são verídicas
e foram veiculadas em uma propaganda do jornal Folha
de S. Paulo, nos anos 80, que usou Adolf Hitler (ex-ditador
nazista) como personagem. Hitler também entrou
para a história como um genocida. Ele foi acusado
de ordenar, durante a Segunda Guerra Mundial, o extermínio
de milhões de judeus, no episódio conhecido
como “Holocausto”, na busca de uma suposta
raça pura, ariana. Não chegou a ser julgado
por isso. Resistiu até o último instante
e suicidou-se quando seu falso império se agonizava
junto aos aliados da Segunda Guerra Mundial. Ainda que
por uma causa abominável, Hitler demonstrou ambição
em alcançar seus objetivos.
Limites de ambição
Ser ambicioso pode ser um fator determinante na vida
de uma pessoa, desde que ela tenha sido criada com base
no princípio de que, o seu espaço termina
onde começa o do outro. Em outras palavras: ambição
sim, mas sem passar por cima dos outros. Uma pitada
a mais de ambição, de forma saudável,
pode ser a solução para alguns estudantes
que costumam demonstrar completo desinteresse pela faculdade.
Pessoas que não se preocupam com o fato de que,
em breve, estarão no mercado de trabalho à
procura de emprego. “Falta mais curiosidade em
querer aprender”, diz a estudante de fisioterapia,
Fabíola Caroline Ferreira, de 21 anos. "Percebo
isso pela falta de interesse dos alunos que estudam
comigo. Eles só querem pegar o diploma. Como
o nosso curso lida com a parte prática, eles
nem se preocupam em entender para realmente aprender",
observa.
O termo “ambição” tem a mesma
raiz da palavra “ambiente”, não por
acaso. As duas vêm de “ambire”, que
significa “mover-se livremente”. Se usada
positivamente, a palavra ambição significa
criar seu próprio caminho. Simplesmente saber
o que se quer para tentar chegar lá.
Segundo a psicóloga Tatiane Cristina Nero, de
30 anos, o que motiva a pessoa é algo muito particular.
“É uma energia interna que rege cada um.
Pode ser um plano de carreira, a busca por um aumento
salarial ou o reconhecimento dentro e fora do trabalho.
Independente de ser por dinheiro, projeção
social ou amor”.
Sem esse sentimento, J. K. Rowling, autora dos livros
que contam a saga do personagem Harry Potter, não
seria uma das mulheres mais ricas da Europa. Há
pouco tempo ela não tinha dinheiro e estava desempregada.
Mãe solteira que passava as tardes escrevendo
nos cafés de Edimburgo (Reino Unido), enquanto
sua filha dormia. Poderia não ter noção
do que viria pela frente, mas, ainda assim, acreditou
e seguiu em frente.
Como o mercado de trabalho é muito competitivo
e nele predominam as pessoas que por algum motivo se
destacam, o importante é buscar ser o melhor
desde o início, e nunca desistir. Quem quer crescer
profissionalmente pode ter a ambição como
desculpa já que as empresas preferem pessoas
ambiciosas e com espírito empreendedor.
A vontade de se qualificar para o mercado de trabalho
fez com que Cátia Alessandra Cócio, de
34 anos, se matriculasse no curso de Serviço
Social. Até então ela era secretária
da sala dos professores, em uma das unidades do Centro
Universitário Barão de Mauá. Hoje,
Cátia é assistente social da instituição.
"Todo mundo tem ambição de ter um
futuro melhor, estável. Foi que me motivou. Não
foi fácil, mas com muita luta e honestidade consegui
o que queria: ser uma boa profissional e ajudar as pessoas.
Ambição sim, mas sem prejudicar ninguém".
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