| Rosane
Providelo
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“Quero ser igual ao
Ronaldinho!”. Foi o que o pequeno Matheus, de
9 anos, disse ao pai dele logo que entrou no clima de
Copa do Mundo. O jeito foi procurar uma escolinha de
futebol. “Praticar esporte é saudável.
A Copa do Mundo e a admiração pelo Ronaldinho
Gaúcho incentivaram meu filho a querer praticar
futebol. Isso é bom e eu vou estimulá-lo
ainda mais”, disse Luís Caetano, o pai
coruja.
E não foi somente com o Matheus. Em ano de Copa,
com Brasil favorito e cheio de craques, o sonho de se
tornar um deles falou mais alto a centenas de garotos
que fizeram aumentar a procura pelas escolinhas de futebol
públicas ou particulares.
Outro exemplo é Gabriel Soares, de 10 anos, que
entrou em uma escolinha durante a última Copa
(2002), quando o Brasil sagrou-se pentacampeão
mundial. A maior influência, segundo ele, foi
o jogador Ronaldo “Fenômeno”, que
marcou os dois gols do título na final contra
a Alemanha, sede do mundial desse ano. Segundo a dona
de casa, Sílvia Aparecida Soares, de 32 anos,
mãe de Gabriel, o filho nunca mais abandonou
as aulas. “O interesse do meu filho pelo futebol
teve um resultado muito bom já que é exigido
dos pequenos atletas um bom desempenho na escola. Se
o Gabriel tira nota baixa, ele não é escalado
para participar das competições que a
escolinha realiza semanalmente. Isso faz com que meu
filho se empenhe, ainda mais na escola, para não
ficar de fora dos jogos”, revela.
O aumento da prática do futebol em ano de Copa
é confirmado pelos donos de escolinhas. Segundo
Fabrício Moreira Filgueira, de 32 anos, coordenador
da Escola Oficial de Futebol do São Paulo F.C.
e um dos proprietários do Soccer Club, nessa
época o volume de matrículas aumenta naturalmente.
“O número de matrículas feitas nesse
ano, já se equivale ao total do ano anterior”.
Fabrício relata, ainda, que a admiração
dos pequenos atletas por seus ídolos notada,
principalmente, em ano de Copa do Mundo, serve como
importante referência na vida deles, o que considera
saudável. “O que não é saudável
são as expectativas de pais que matriculam seus
filhos nas escolinhas como forma de investimento financeiro.
Para os alunos, os jogadores são ídolos,
heróis, referência de moda, de estilo de
jogo, de tudo! Para mim, isso é extremamente
saudável. O problema está em alguns pais
que, precocemente, acreditam que seus filhos serão
craques e terão um futuro financeiro garantido.
Um verdadeiro absurdo!”.
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