Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Barão 40 anos (1)

Barão 40 anos (2)

Expediente

150 anos RP

150 ou 153 anos?

Cidade da Comunicação

Nem tudo é festa

COTIDIANO

União de esforços

Top 100!

4º Arraiá da
Barão de Mauá

CIÊNCIA e TECNOLOGIA

Intercâmbio de conhecimento

Palavras do mestre

Revista científica Dialogus foi lançada
na X Semana de Estudos
de História e Geografia

Barão de Mauá comemora 40 anos
com missa, teatro, festa e inauguração de duas bibliotecas

COMPORTAMENTO

Bares verdes e amarelos

Ambição positiva

ESPORTE

Futsal no Pan 2007

Quero ser craque!

SAÚDE

HC 50 anos

Colesterol e as doenças no coração

ESPORTE

Quero ser craque!

Seduzidos pela Copa, pequenos torcedores lotam as escolinhas de futebol

Rosane Providelo
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“Quero ser igual ao Ronaldinho!”. Foi o que o pequeno Matheus, de 9 anos, disse ao pai dele logo que entrou no clima de Copa do Mundo. O jeito foi procurar uma escolinha de futebol. “Praticar esporte é saudável. A Copa do Mundo e a admiração pelo Ronaldinho Gaúcho incentivaram meu filho a querer praticar futebol. Isso é bom e eu vou estimulá-lo ainda mais”, disse Luís Caetano, o pai coruja.
E não foi somente com o Matheus. Em ano de Copa, com Brasil favorito e cheio de craques, o sonho de se tornar um deles falou mais alto a centenas de garotos que fizeram aumentar a procura pelas escolinhas de futebol públicas ou particulares.
Outro exemplo é Gabriel Soares, de 10 anos, que entrou em uma escolinha durante a última Copa (2002), quando o Brasil sagrou-se pentacampeão mundial. A maior influência, segundo ele, foi o jogador Ronaldo “Fenômeno”, que marcou os dois gols do título na final contra a Alemanha, sede do mundial desse ano. Segundo a dona de casa, Sílvia Aparecida Soares, de 32 anos, mãe de Gabriel, o filho nunca mais abandonou as aulas. “O interesse do meu filho pelo futebol teve um resultado muito bom já que é exigido dos pequenos atletas um bom desempenho na escola. Se o Gabriel tira nota baixa, ele não é escalado para participar das competições que a escolinha realiza semanalmente. Isso faz com que meu filho se empenhe, ainda mais na escola, para não ficar de fora dos jogos”, revela.
O aumento da prática do futebol em ano de Copa é confirmado pelos donos de escolinhas. Segundo Fabrício Moreira Filgueira, de 32 anos, coordenador da Escola Oficial de Futebol do São Paulo F.C. e um dos proprietários do Soccer Club, nessa época o volume de matrículas aumenta naturalmente. “O número de matrículas feitas nesse ano, já se equivale ao total do ano anterior”.
Fabrício relata, ainda, que a admiração dos pequenos atletas por seus ídolos notada, principalmente, em ano de Copa do Mundo, serve como importante referência na vida deles, o que considera saudável. “O que não é saudável são as expectativas de pais que matriculam seus filhos nas escolinhas como forma de investimento financeiro. Para os alunos, os jogadores são ídolos, heróis, referência de moda, de estilo de jogo, de tudo! Para mim, isso é extremamente saudável. O problema está em alguns pais que, precocemente, acreditam que seus filhos serão craques e terão um futuro financeiro garantido. Um verdadeiro absurdo!”.