Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Barão 40 anos (1)

Barão 40 anos (2)

Expediente

150 anos RP

150 ou 153 anos?

Cidade da Comunicação

Nem tudo é festa

COTIDIANO

União de esforços

Top 100!

4º Arraiá da
Barão de Mauá

CIÊNCIA e TECNOLOGIA

Intercâmbio de conhecimento

Palavras do mestre

Revista científica Dialogus foi lançada
na X Semana de Estudos
de História e Geografia

Barão de Mauá comemora 40 anos
com missa, teatro, festa e inauguração de duas bibliotecas

COMPORTAMENTO

Bares verdes e amarelos

Ambição positiva

ESPORTE

Futsal no Pan 2007

Quero ser craque!

SAÚDE

HC 50 anos

Colesterol e as doenças no coração

SAÚDE

Colesterol e as doenças no coração

Magros não estão livres do problema

Rogéria Gamba
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Invisível, silencioso e encontrado em frituras, lanches, sorvetes e tantos outros alimentos consumidos pela maioria da população. O colesterol não escolhe “vítimas”, pelo contrário, muitas vezes é procurado por elas. Conhecido, também, como “vilão do coração”, o colesterol é um tipo de gordura que não se dissolve no sangue. Pode ser fabricada pelo organismo, ou, adquirida através do consumo de determinados alimentos, principalmente, carnes vermelhas, derivados do leite e ovos.

 

Dois lados
Mas, ao mesmo tempo que pode trazer prejuízo à saúde, o colesterol pode oferecer benefícios. Ele é indispensável para a formação das paredes das células do organismo, além de estimular a produção de hormônios sexuais e da vitamina D. Especialistas classificam o colesterol em dois tipos: o HDL (lipoproteína de alta densidade), considerado o bom, e LDL (lipoproteína de baixa densidade), o ruim. O primeiro leva o excesso de colesterol para fora das artérias, impedindo o acúmulo de gordura, enquanto que o segundo, deposita o colesterol em todas as células, facilitando o acúmulo.
Para saber se uma pessoa tem o nível de colesterol elevado, é necessário submetê-la ao exame de sangue a cada cinco anos, na faixa etária de 20 a 40 anos. Acima de 40 anos, o exame deve ser feito anualmente. “Havendo casos de níveis elevados de colesterol na família, o ideal é iniciar o controle ainda na infância”, alerta a médica-endocrinologista, Rogéria Lago.

 

Taxas
As taxas de colesterol, consideradas normais, são maiores de 40 mg/dL, no caso do HDL, e, menores que 100 mg/dL, para o LDL. O ideal, de acordo com os médicos, é que, somadas, não superem 200 mg/dL (miligramas por decilitros de sangue).
Ainda segundo, Rogéria Lago, o excesso de colesterol costuma andar junto com a obesidade. “Mas pessoas que são magras não estão livres da doença”, afirma. Foi o que aconteceu com a bióloga Daniela de Campos, de 29 anos. Ela tem 1,65m e 51 kg, e há sete meses descobriu que sua taxa de colesterol estava 279 mg/dL. “Sempre fui magra, jamais imaginei ter colesterol alto, foi um susto”, revela.
Entre as complicações geradas pelo excesso de colesterol no organismo está o surgimento de doenças cardiovasculares (coração e vasos sangüíneos), como a trombose, o derrame (AVC) e o infarto. Dados do Ministério da Saúde apontam que doenças do coração matam cerca de 300 mil brasileiros por ano.

 

Prevenção
Caminhar por 30 minutos, três vezes por semana, e evitar o consumo de alimentos gordurosos são hábitos saudáveis que podem contribuir para aumento do HDL (colesterol bom). Na maioria dos casos, dietas hipogordurosas (pobres em gorduras), ligadas a atividades físicas regulares, representam a melhor solução para o problema, porém, em casos de níveis elevados, são necessários medicamentos à base de estatina (substância que reduz o LDL). A última novidade foi lançada no início de 2006, durante o 59º Congresso da Sociedade Brasileira de Cardiologia, pelo pesquisador inglês Chris Allen que consumiu 15 anos de estudos para a descoberta. Segundo o pesquisador, o fígado é o maior fabricante do colesterol, sendo responsável por 70% dessas lipoproteínas. Já o intestino, é o canal que leva 70% das gorduras consumidas através dos alimentos para a corrente sangüínea. O resultado da pesquisa foi a união de duas substâncias, a sinvastatina (estatina que inibe a produção de HDL no fígado) com a ezetimiba (substância que impede a absorção do LDL no intestino), no mesmo comprimido.
O medicamento reduz a gordura do sangue em até 61%, enquanto que outros comprimidos somente à base de estatinas, reduziam a gordura em, no máximo, 18%. Mas existem contra-indicações. As gestantes não podem ingeri-lo, sob risco de gerar problemas nos bebês, assim como também as crianças, porque ainda não foram realizados estudos para medir as reações. Outra questão é o custo, considerado alto para a maioria da população, além do risco de dependência, já que o paciente precisa usar o medicamento por toda a vida.