| Rogéria
Gamba
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Invisível, silencioso
e encontrado em frituras, lanches, sorvetes e tantos
outros alimentos consumidos pela maioria da população.
O colesterol não escolhe “vítimas”,
pelo contrário, muitas vezes é procurado
por elas. Conhecido, também, como “vilão
do coração”, o colesterol é
um tipo de gordura que não se dissolve no sangue.
Pode ser fabricada pelo organismo, ou, adquirida através
do consumo de determinados alimentos, principalmente,
carnes vermelhas, derivados do leite e ovos.
Dois lados
Mas, ao mesmo tempo que pode trazer prejuízo
à saúde, o colesterol pode oferecer benefícios.
Ele é indispensável para a formação
das paredes das células do organismo, além
de estimular a produção de hormônios
sexuais e da vitamina D. Especialistas classificam o
colesterol em dois tipos: o HDL (lipoproteína
de alta densidade), considerado o bom, e LDL (lipoproteína
de baixa densidade), o ruim. O primeiro leva o excesso
de colesterol para fora das artérias, impedindo
o acúmulo de gordura, enquanto que o segundo,
deposita o colesterol em todas as células, facilitando
o acúmulo.
Para saber se uma pessoa tem o nível de colesterol
elevado, é necessário submetê-la
ao exame de sangue a cada cinco anos, na faixa etária
de 20 a 40 anos. Acima de 40 anos, o exame deve ser
feito anualmente. “Havendo casos de níveis
elevados de colesterol na família, o ideal é
iniciar o controle ainda na infância”, alerta
a médica-endocrinologista, Rogéria Lago.
Taxas
As taxas de colesterol, consideradas normais, são
maiores de 40 mg/dL, no caso do HDL, e, menores que
100 mg/dL, para o LDL. O ideal, de acordo com os médicos,
é que, somadas, não superem 200 mg/dL
(miligramas por decilitros de sangue).
Ainda segundo, Rogéria Lago, o excesso de colesterol
costuma andar junto com a obesidade. “Mas pessoas
que são magras não estão livres
da doença”, afirma. Foi o que aconteceu
com a bióloga Daniela de Campos, de 29 anos.
Ela tem 1,65m e 51 kg, e há sete meses descobriu
que sua taxa de colesterol estava 279 mg/dL. “Sempre
fui magra, jamais imaginei ter colesterol alto, foi
um susto”, revela.
Entre as complicações geradas pelo excesso
de colesterol no organismo está o surgimento
de doenças cardiovasculares (coração
e vasos sangüíneos), como a trombose, o
derrame (AVC) e o infarto. Dados do Ministério
da Saúde apontam que doenças do coração
matam cerca de 300 mil brasileiros por ano.
Prevenção
Caminhar por 30 minutos, três vezes por semana,
e evitar o consumo de alimentos gordurosos são
hábitos saudáveis que podem contribuir
para aumento do HDL (colesterol bom). Na maioria dos
casos, dietas hipogordurosas (pobres em gorduras), ligadas
a atividades físicas regulares, representam a
melhor solução para o problema, porém,
em casos de níveis elevados, são necessários
medicamentos à base de estatina (substância
que reduz o LDL). A última novidade foi lançada
no início de 2006, durante o 59º Congresso
da Sociedade Brasileira de Cardiologia, pelo pesquisador
inglês Chris Allen que consumiu 15 anos de estudos
para a descoberta. Segundo o pesquisador, o fígado
é o maior fabricante do colesterol, sendo responsável
por 70% dessas lipoproteínas. Já o intestino,
é o canal que leva 70% das gorduras consumidas
através dos alimentos para a corrente sangüínea.
O resultado da pesquisa foi a união de duas substâncias,
a sinvastatina (estatina que inibe a produção
de HDL no fígado) com a ezetimiba (substância
que impede a absorção do LDL no intestino),
no mesmo comprimido.
O medicamento reduz a gordura do sangue em até
61%, enquanto que outros comprimidos somente à
base de estatinas, reduziam a gordura em, no máximo,
18%. Mas existem contra-indicações. As
gestantes não podem ingeri-lo, sob risco de gerar
problemas nos bebês, assim como também
as crianças, porque ainda não foram realizados
estudos para medir as reações. Outra questão
é o custo, considerado alto para a maioria da
população, além do risco de dependência,
já que o paciente precisa usar o medicamento
por toda a vida.
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