| Patrícia
Fidelis
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Com as ações
da mídia e de programas sociais, o interesse
das empresas da cidade em incluir pessoas portadoras
de deficiências em seu quadro de funcionários
parece ter crescido. Empresas dos mais diversos setores
como: alimentício, agrícola e educacional
se preparam para receber da forma mais adequada possível
seus novos funcionários.
Um exemplo disso é que, no mês de agosto,
os funcionários do Centro Universitário
Barão de Mauá participaram de mais uma
etapa do Programa de Inclusão Social de PPDs
(pessoas portadoras de deficiências), realizado
pelo SENAI.
De acordo com a Lei Federal Nº 7.853, é
de responsabilidade do governo o apoio à formação
e orientação profissional, o surgimento
e a manutenção de empregos, inclusive
de tempo parcial, destinados às pessoas portadoras
de deficiência que não tenham acesso aos
empregos comuns e a promoção de ações
eficazes que os propiciem à inserção,
nos setores público e privado. Na prática,
são as próprias empresas do setor privado
que estão correndo atrás dessa inclusão.
O programa de inclusão tem como objetivo incluir
de forma definitiva essas pessoas no mercado de trabalho.
Sua primeira etapa é fazer um levantamento da
quantidade de deficientes disponíveis no mercado,
analisar a empresa e identificar os postos que poderão
ser ocupados e, posteriormente, sensibilizar os funcionários
já existentes.
Segundo a bibliotecária da Mauá, Marlene
Araújo, participar de um programa como esse é
essencial para a recepção desses novos
colegas, o prédio da faculdade tem uma boa infra-estrutura
com rampas, elevadores e banheiros, não vejo
nenhum problema, “na verdade, me vi muito mais
desabilitada do que os próprios deficientes,
acho que o maior desafio é conseguirmos considerar
algo normal”, afirma Marlene.
A universitária Simone Poiares, de 25 anos, acha
importante o interesse das empresas por programas como
esse. “Tive febre púrpura. Precisei amputar
a primeira perna há 20 anos e a outra há
quatro, atualmente estou afastada do meu emprego por
motivo de cirurgia, mas, após a faculdade, pretendo
algo na área de serviço social. Espero
encontrar um mercado de trabalho mais aberto para todas
as pessoas”, desabafa Simone.
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