Publicação Bimestral do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá

PÁGINA 2

Editorial

Qual a função dos Diretõrios Acadêmicos?

Ribeirão Preto é a capital do Agronegócio

Expediente

DIREITOS HUMANOS

Começar do zero

A mudança está em suas mãos

Casal de idosos é vítima de descaso social

COTIDIANO

Festa de peão à brasileira

Semeando conscientização

As várias faces da mentira

Inadimplência entre os jovens

Projeto “Gira Recicla” inicia a
conscientização da importância de se reciclar

Barão de Mauá prepara-se para contratar
pessoas portadoras de deficiência

POLÍTICA

Que obrigações tem um governante?

Entenda como funcionam os procedimentos
para a escolha de um mesário nas eleições

EDUCAÇÃO

Alunos e professores nota 10 da Biomedicina

ESPORTE

Handebol Ribeirão/Mauá brilha nas quadras

SAÚDE

Geração vaidade

Alzheimer pode contar com novo tratamento

Ser voluntário é um ato de amor

CULTURA

Feira do livro de Ribeirão Preto

Arena Rock Festival 2006

COTIDIANO

Barão de Mauá prepara-se para contratar
pessoas portadoras de deficiência

Novo Projeto de inclusão de deficientes na instituição sensibiliza funcionários da casa sobre a necessidade de se adaptarem à diferença

Funcionários da Barão sentem na pele a dificuldade de superar obstáculos

Foto: Divulgação

Patrícia Fidelis
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Com as ações da mídia e de programas sociais, o interesse das empresas da cidade em incluir pessoas portadoras de deficiências em seu quadro de funcionários parece ter crescido. Empresas dos mais diversos setores como: alimentício, agrícola e educacional se preparam para receber da forma mais adequada possível seus novos funcionários.
Um exemplo disso é que, no mês de agosto, os funcionários do Centro Universitário Barão de Mauá participaram de mais uma etapa do Programa de Inclusão Social de PPDs (pessoas portadoras de deficiências), realizado pelo SENAI.
De acordo com a Lei Federal Nº 7.853, é de responsabilidade do governo o apoio à formação e orientação profissional, o surgimento e a manutenção de empregos, inclusive de tempo parcial, destinados às pessoas portadoras de deficiência que não tenham acesso aos empregos comuns e a promoção de ações eficazes que os propiciem à inserção, nos setores público e privado. Na prática, são as próprias empresas do setor privado que estão correndo atrás dessa inclusão.
O programa de inclusão tem como objetivo incluir de forma definitiva essas pessoas no mercado de trabalho. Sua primeira etapa é fazer um levantamento da quantidade de deficientes disponíveis no mercado, analisar a empresa e identificar os postos que poderão ser ocupados e, posteriormente, sensibilizar os funcionários já existentes.
Segundo a bibliotecária da Mauá, Marlene Araújo, participar de um programa como esse é essencial para a recepção desses novos colegas, o prédio da faculdade tem uma boa infra-estrutura com rampas, elevadores e banheiros, não vejo nenhum problema, “na verdade, me vi muito mais desabilitada do que os próprios deficientes, acho que o maior desafio é conseguirmos considerar algo normal”, afirma Marlene.
A universitária Simone Poiares, de 25 anos, acha importante o interesse das empresas por programas como esse. “Tive febre púrpura. Precisei amputar a primeira perna há 20 anos e a outra há quatro, atualmente estou afastada do meu emprego por motivo de cirurgia, mas, após a faculdade, pretendo algo na área de serviço social. Espero encontrar um mercado de trabalho mais aberto para todas as pessoas”, desabafa Simone.