| Grace
Kelly Cano
Maiucha Belavenuto Gallan
Thiago Fernandes
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Desde sempre se ouve falar
em frustração amorosa. Décadas
atrás, era comum ouvir e ver pessoas que tiveram
alguma decepção no amor. Com o passar
dos anos, as atitudes dos seres humanos vêm se
transformando, e estas são as principais responsáveis
pela diferença entre antepassados e a geração
atual. Hoje, pode-se comprovar a alteração
comportamental por meio do alto índice de depressão
e o elevado número de violência gerado
nos relacionamentos. Alguns fatores resultam nesse comportamento
de frustração, entretanto, o que se sobressai
sobre os demais é a traição.
O sentimento de ser substituído causa uma angústia
interna que leva a atitudes muitas vezes catastróficas.
Estágios mais elevados de decepções
em relacionamentos podem resultar em depressão
profunda, desânimo de vida e até mesmo
ser o órgão gerador de violência.
Análise da
traição
Geralmente a traição é o ato de
suportar o grupo rival ou é uma ruptura completa
da decisão anteriormente tomada ou das normas
presumidas pelos outros. Ou seja, é tornar óbvio
e evidente o que se queria ocultar, ser infiel ou descumprir
com o compromisso assumido.
Na lei, traição é o crime de deslealdade
de um cidadão à sua pátria. Por
exemplo, em tempos de guerra, uma pessoa que coopera
ativamente com o inimigo é considerado um traidor.
Na visão da psicóloga Maria Silvia de
Oliveira Zacura, a traição acontece, primeiro
porque a monogamia é um valor cultural e os humanos
não foram programados para isso. Na medida em
que deixem de existir as proibições sociais,
ela vai acontecer inevitavelmente. Hoje, com a igualdade
entre homens e mulheres, estas se acham no direito de
fazer o que antes era reservado aos “machos”,
banalizando ainda mais a fidelidade. Este fato vem a
repercutir socialmente, desequilibrando famílias
e interferindo diretamente na educação
dos filhos.
“Tornei-me
homossexual após muita traição
e agressividade”
A universitária F.S., 23 anos, teve uma vida
conturbada. Engravidou na adolescência por descuido
e resolveu morar com o futuro pai do seu filho. A convivência
evidenciou atitudes dele que antes não era notada
pela falta de contato.
“Ele chegava em casa tarde, bebia muito e me ameaçava”,
contou F.S. que buscava conforto no colo da amiga J.M.O.,
19 anos. E, com o tempo, a amizade ficou um sentimento
pequeno para elas, que hoje estão namorando e
dizem estar muito felizes. F.S. afirma que, após
ver seu ex-companheiro tratando-a daquela maneira, passou
a ver os homens com outros olhos, e comenta que, daqui
para frente, só se relacionará com mulheres,
pela questão sentimental.
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