Revista do Centro Universitário Barão de Mauá, v.1, n.1, jan/jun 2001  


SEXUALIDADE E CARDIOPATIA1

  Sílvia Helena Machado2
Nilza Teresa Rotter Pelá3 


RESUMO: Buscou-se compreender a readaptação sexual de pacientes pós-enfarto agudo do miocárdio. A amostra foi constituída de dois sujeitos, um homem ( 58 anos ) e uma mulher ( 36 anos ) submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio. Os dados foram obtidos através de entrevista . Utilizou-se a Análise de Prosa de André ( 1983 ) para análise dos dados. Fica evidente que no paciente mais velho prevalece o interesse pela manutenção da vida sobre a atividade sexual e na paciente mais jovem o prazer aparece como parte da vida que merece ser vivida.

UNITERMOS: Sexualidade; Doença Crônica; Cardiopatia.


          Segundo BRAUNWALD (1996), as doenças cardiovasculares (D.C.V.) são as responsáveis pela morte de mais de quinze milhões/ano de pessoas em todo mundo, constituindo 30% de todas as causas de morte no planeta. Enquanto as taxas de mortalidade por D.C.V. são preocupantes por si, chama a atenção a precocidade com que as mesmas vão aparecendo nos países em desenvolvimento, atingindo índices mais elevados que nos países desenvolvidos. Isto obviamente, nos países em desenvolvimento, vem trazer conseqüências desastrosas nos custos diretos, devido a gasto com medicamentos, custos indiretos, como aposentadoria, invalidez precoce, perda da força de trabalho e cronificação da doença com alterações no comportamento físico e psicológico do paciente.
          Para PORTO (1998), os portadores de cardiopatias são, em sua maioria, pessoas que apresentam um declínio em sua atividade sexual após a detecção da mesma. Muitas vezes é devido à limitação de informações sobre a própria patologia, gerando insegurança e medo.
Segundo o mesmo autor, é natural que todo o processo de tratamento da doença, tanto medicamentoso, como cirúrgico, associados com a falta de conhecimento sobre a real limitação da atividade sexual, gere insegurança no cardiopata, influenciando no desempenho sexual.
          MARIA & MODENA (1984) e SOUZA et al. (1998) apontam que o esclarecimento de dúvidas quanto à retomada da atividade sexual deve ter início precoce.
           Para os mesmos autores, muitos pacientes não retornam à atividade sexual, por falta de esclarecimento e por receio de terem dor durante o ato sexual, acreditando que este seja uma atividade de risco, fato esse não verdadeiro, devendo os mesmos serem informados que o esforço físico no momento do ato sexual corresponde a atividades cotidianas como, por exemplo, andar 200 a 300 metros no plano ou subir dois lances de escadas.
          Essa informação deve ser dada ao paciente e seu(sua) parceiro(a), diminuindo com isso possíveis resistências de ambos os lados.
          Para MALDONADO (1994) e SMELTZER & BARE (1994), a atividade sexual envolve muitos componentes e é impossível imaginar uma doença que os eliminasse a todos. Em suma, a cronicidade da doença não deve ser considerada como fator inibidor do prazer no relacionamento sexual humano. O prazer é gerado, inventado, descoberto em cada gesto, em cada processo humano, que emerge do impulso natural de cada indivíduo, do imaginário de cada um. (CARIDADE, 1992).
          Diante dessas considerações, é propósito do presente estudo compreender a readaptação sexual de pacientes pós-infarto agudo do miocárdio.

Metodologia: 
          Estudo realizado em uma clínica privada de médio porte, com especialização em cardiologia, situada em uma grande cidade do interior do estado de São Paulo. Autorização para a coleta dos dados foi obtida através de ofício assinado pelo médico responsável pela clínica.
          A amostra foi constituída por dois clientes portadores de cardiopatia crônica, sendo 1 do sexo feminino, 36 anos, casada, heterossexual, do lar, submetida à cirurgia para revascularização do miocárdio com 1 (uma) ponte de safena a 1 (uma) mamária há 1 ano.
          O segundo cliente, do sexo masculino, 58 anos, casado, heterossexual, aposentado, foi submetido à cirurgia para revascularização do miocárdio com 2 (duas) pontes de safena e 1 (uma) mamária também há 1 ano.
          Utilizamos como instrumento de coleta de dados uma entrevista semi-estruturada, com respostas abertas e fechadas, gravadas. Nossa mostra foi intencional, buscando pessoas previamente contactadas, e que concordassem com a nossa entrevista.
          Os entrevistados conheciam o objetivo da pesquisa e concordaram em participar da mesma, assinando um termo de consentimento livre e esclarecido.
          Utilizou-se a Análise de Prosa de André (1983) para análise dos dados qualitativos. Após a leitura e releitura do material oriundo das falas dos pacientes, foram feitos os recortes das unidades de fala. Essas foram agrupadas por sua convergência temática.
          A partir da construção dos temas e tópicos, elaborou-se uma trajetória para cada paciente, buscando compreender seu processo readaptativo pós-cirurgia, sobretudo no que diz respeito à sua vida sexual.
  

CASO 1

Identificação
Nome: S.C.I
Sexo: feminino
Idade: 36 anos
Cor: branca
Estado Civil: casada
Profissão: do lar
Patologia: Infarto agudo do miocárdio
Cirurgias realizadas: revascularização do miocárdio
1 ponte de safena 
1 mamária
Última internação: 12.4.98
Motivo: Infarto agudo do miocárdio
Orientação sexual: heterossexual
Parceiro sexual: o esposo
Reiniciação da atividade sexual: há dez meses
Orientação para retorno à atividade sexual: Sim (X) Não ( )



          Figura 1 - TRAJETÓRIA DA REINICIAÇÃO SEXUAL DE UMA CARDIOPATA

          TEMAS E TÓPICOS GERADOS DA ANÁLISE DE PROSA: 

          VIDA SEXUAL ANTES DA PATOLOGIA

          “...casei grávida da minha primeira filha, não conseguimos esperar, aprontamos antes (...)”
          “...mais a culpa foi dele viu, porque era ele que vivia me assediando, só pensava ‘naquilo’, não falava em outra coisa (...)”
          “...era todo dia, não via a hora de dar uma escapadinha (...)”
          “...durou pouco, viu bem, porque não deu 3 meses bem, eu tava grávida (...)”

          PERDA DO FILHO COMO FATOR CONTRIBUINTE PARA A INSTALAÇÃO DA PATOLOGIA

          “...eu perdi um filho, o do meio, que se hoje ele estivesse vivo, ele teria 12 anos (...)”
          “...olha foi tão de repente, que é como se você tivesse tido um pesadelo e depois acordasse, sem saber, sem entender bem o que tava acontecendo (...)”
          “...depois disso, os meus problemas começaram a aparecer e nunca mais parou, porque eu infartei em abril do ano passado (...)”

          IMPACTO QUE A DOENÇA CAUSOU

          “...minha vida virou de cabeça para baixo de uma hora pra outra (...)”
          “...eu pensei que eu fosse morrer de dor no peito e no braço esquerdo e sentia assim, sufocada, me faltava ar, a cabeça doía, a boca ficou seca, as mãos geladas, formigando (...)”
          “...não tinha ninguém que pudesse me ajudar em casa (...)”
          “...foi um pouco rápido demais, eu acho que hoje, se estivesse acontecendo comigo eu talvez fosse entender melhor (...)”

          EVIDENCIANDO A SUBSTITUIÇÃO DA FIGURA DO ESPOSO PELA FIGURA DA FILHA NOS CUIDADOS PESSOAIS E DOMÉSTICOS

          “...só no hospital né, porque em casa ele não me ajudava não (...)”
          “...tomar banho, me vestir, me enxugar, tudo quem fazia era minha filha mais velha (...)”
          “...ele trocou de cama com ela (...)”
          “...ele fazia de tudo das outras coisas se precisasse, açougue, mercado (...)”
          “...só que se eu precisasse fazer xixi, tomar banho, trocar de roupa, tudo tinha que ser a minha filha (...)”
          “...eu queria que fosse ele no meu lugar, pra ver se eu ia ter essa coragem (...)”
          “...cê acha que eu ia colocar outra pessoa pra cuidar dele? (...)”
          “...coitadinha da minha filha, eu acumulei ela de tarefas (...)”
          “...ela passou a ser a dona-de-casa (...)”

          O REAPARECIMENTO DO DESEJO SEXUAL: REINICIANDO A ATIVIDADE SEXUAL

          “...olha, foi bem uns quatro, três meses e pouco, mais ou menos (...)”
          “...mais olha, foi por minha causa, viu, porque se fosse por ele eu acho que com menos de três meses ele já queria (...)”
          “...a gente tentava se controlar, dava um jeitinho ou outro no sofá da sala (...)”

          REINÍCIO DA ATIVIDADE SEXUAL DIFICULTADA

          “...eu tinha medo, eu achava que era preciso esperar mais um pouco (...)”
          “...o meu medo era dele em cima de mim, sabe (...)”
          “...ele é gordo, pesado, eu não ia agüentar um homem desse em cima de mim (...)”
          “...eu acho que tudo vai acumulando e se torna uma dificuldade (...)”
          “...então não foi só no sexo que a gente tinha dificuldade (...)”

          ADEQUANDO-SE A POSIÇÕES PARA O ATO SEXUAL

          “...eu ficava sentada em cima do encosto do sofá, e ele ficava em pé (...)”
          “...outras vezes eu ficava de lado, não do lado da cirurgia, mas do outro lado (...)”
          “...outras vezes eu já ficava em cima dele (...)”

          ADAPTAÇÃO E ACEITAÇÃO DAS LIMITAÇÕES IMPOSTAS PELA PATOLOGIA

          “...a gente gostava de fazer um churrasco, tomar uma cervejinha, agora eu sei que eu tenho que me controlar e ficar atenta à minha saúde (...)”
          “...porque a gente tem a casa pra cuidar, filhos, marido (...)”
          “...é questão de pouco mais de tempo, pra gente esquecer tudo o que aconteceu, porque a gente é muito jovem ainda e temos que pensar que nós temos um filho pequeno ainda pra terminar de criar (...)”
          “...eu acho que foi um período muito difícil, mas que agora tudo tem tendência a melhorar (...)”
          “...agora é levar a vida pra frente e ter fé em Deus (...)”

          O RETORNO À ATIVIDADE SEXUAL NORMAL

          “...já perdi aquele medo que eu tinha de me entregar na cama, sabe, eu tinha medo, ficava tensa, não conseguia relaxar, ficava preocupada (...)”


CASO 2

Identificação
Nome: J.M.B.N.
Sexo: Masculino
Idade: 58 anos
Cor: branca
Estado Civil: casado
Profissão: aposentado
Patologia: infarto agudo do miocárdio
Cirurgias realizadas: revascularização do miocardio 
                               2 pontes de safena e1 mamária
Última internação: 7.98
Motivo: drenagem pleural
Orientação sexual: heterossexual
Parceiro sexual: a esposa
Reiniciação da atividade sexual: há 1 ano
Orientação para retorno à atividade sexual: Sim ( ) Não ( X )

          Figura 2 - TRAJETÓRIA DA REINICIAÇÃO SEXUAL DE UM CARDIOPATA

          TEMAS E TÓPICOS GERADOS DA ANÁLISE DE PROSA

          DISTINÇÃO ENTRE VIDA SEXUAL ANTERIOR E ATUAL 

          “...não é mais a mesma coisa como antes (...)”
          “...não é mais aquelas posição de antes, sabe, agora a gente fica mais calmo que antes (...)”

          PATOLOGIA COMO A GENTE MODIFICADOR DO COMPORTAMENTO SE- XUAL 

          “...depois da cirurgia eu fiquei um ano pra voltar à normalidade, aquela coisa assim, em todos os sentidos, né (...)”
          “...eu e a minha mulher passava a noite sem dormir direito, era uma inquietação, só a minha (...)”

          AUSÊNCIA DO DESEJO SEXUAL DURANTE A FASE DE RECUPERAÇÃO

          “...então, agora a recuperação minha foi, foi muito demorada, foi bem devagarzinho né (...)”
          “...sabe, eu fiquei muito fraco, muito esmagrecido(sic) mesmo (...)”
          “...o médico passou uns fortificantes e calmante também pra dormir também (...)”
          “...eu falei, pôxa gente, eu não posso ficar desse jeito, eu vou ter que me animar (...)”
          “...é, essa época foi a mais difícil, foi a recuperação né (...)”

          EVIDENCIANDO A PREOCUPAÇÃO COM A SAÚDE DA ESPOSA 

          “...a minha mulher ia acabar ficando doente também (...)”
          “...depois de tudo que aconteceu eu vi que daí a pouco eu me salvo e ela é que acaba adoeçendo também (...)”

          BUSCA DA ATIVIDADE SEXUAL

          “...sexo, mais ou menos né (...)”
          “...o médico, o dia que eu falei com ele, expliquei a minha situação que o problema é a ereção né (...)”
          “...eu tenho vontade (...)”

          DIFICULDADES ENCONTRADAS NA REINICIAÇÃO SEXUAL

          “...a idade, porque eu num tenho mais vinte anos né (...)”
          “...acho que é porque eu tomei muito remédio né (...)”
          “...primeiro foi o medo, a primeira dificuldade foi o medo (...)”
          “...segundo, a capacidade, idade né, ficou pelas metade e depois de um baque desses daí (...)”
          “...ele me deu um remédio que é pra melhorar a circulação do pênis (...)”
          “...porque o que acontece é que num fica o tempo suficiente pra fazer a relação né (...)”

          REINÍCIO DA ATIVIDADE SEXUAL COM PRESENÇA DE INSEGURANÇA E MEDO

          “...primeiro foi o medo, a primeira dificuldade foi o medo (...)”
          “...tudo parece que não pode, que vai acontecer outra vez, que a gente vai ter outro enfarte, ou outra cirurgia (...)”

          FALTA DE INFORMAÇÃO COMO FATOR CAUSADOR DA INSEGURANÇA

          “...eu acho que é um pouco de falta de informação, é, eu acho que a pouca instrução que a gente tem, também leva a gente a ter receios das coisas (...)”
          “...porque é tudo muito rápido que as coisas acontece na vida da gente, e quando você menos espera, essas coisas vêm na vida da gente, então, na maioria das vezes pega a gente sem saber de nada, de nada mesmo (...)”
          “...é aquilo que você me perguntou também, né, a gente nunca se interessou em saber também (...)”
          “...eu até que vou procura vê, lê algum jornal, revista, sei lá (...)”

          MANUTENÇÃO DA INSEGURANÇA E MEDO ANTE A ATIVIDADE SEXUAL

          “...é por isso que a gente tem umas duas, três relação no mês só (...)”
          “...ainda tenho medo sim, muito medo (...)”
          “...tenho medo, medo, insegurança (...)”
          “...tenho medo (...) de ter outro infarte, né (...)”
          “...de ter dor, de tá forçando o coração demais do que devia (...)”
          “...então a gente toma cuidado com os movimentos que a gente faiz né (...)”

          A VIDA É MAIS IMPORTANTE

          “...agora é sempre se cuidar, pensar em agradecer a Deus e tocá o barco pra frente (...)”
          “...eu sei que se Deus quiser eu ainda vou viver mais 30 anos (...)”
          “...o importante é que nós tamo aí, bem vivinho (...)”

          CONVIVENDO COM AS LIMITAÇÕES

          “...bom, bom, eu num acho que eu vou ficar por inteiro, né (...)”
          “...então a gente toma cuidado com os movimentos que a gente faiz né (...)”
          “...o médico falou que é melhor a gente tê relação de preferência à noite, depois de ter feito algum movimento e não de manhã, porque o esforço é maior porque o corpo tá muito em repouso, aí, o corpo vai sentir mais forçado a reagir (...)”
          “...e no sexo é devagarinho, né (...)”
          “...a gente não pode ir com muita sede no pote (...)”


Conclusão: 
          Os dois clientes estudados, embora portadores da mesma patologia, diferiam quanto ao sexo, idade e características gerais de vida, o que repercutiu sobre a retomada e manutenção da vida sexual ativa.
          Fica evidente que, quando o paciente é o homem, a sua parceira não cobra a retomada da atividade sexual e a iniciativa do recomeço fica a cargo do próprio paciente. O contrário acontece quando a mulher é a paciente, que, como se pode observar, recomeça a atividade sexual compelida pela cobrança do parceiro.
          A idade também influencia na retomada da atividade sexual, pois o paciente de mais idade e sua parceira evidenciaram que reproduziam o discurso cultural de que atividade sexual é coisa de jovens.
          Comparando o reinício da atividade sexual dos dois clientes estudados, observa-se que no cliente masculino ela foi pautada pelo medo e pela insegurança, enquanto que na cliente mulher, embora este medo também ocorra, prevalece a busca de posições que propiciem uma adequação para o ato sexual, na tentativa do encontro do prazer o mais breve possível.
          Fica também evidente que no paciente mais velho prevalece o interesse pela manutenção da vida sobre a atividade sexual, enquanto na paciente mais jovem a atividade sexual e seu prazer aparecem como parte dessa vida que merece ser vivida.
          Como já foi mencionado, a presença de doenças crônicas não se constitui em impeditivo da busca do encontro do prazer sexual em suas diferentes expressões, entretanto, também evidenciou-se que mitos, crenças, tabus impostos pela sociedade podem-se constituir em obstáculos difíceis de serem transpostos por pessoas que já se acham fragilizadas pela presença de uma doença crônica.
          Finalizando, acreditamos que todos os portadores de doenças cardíacas crônicas são seres sexuais e, como tal, devem agir de forma a expressarem a sua sexualidade e procurarem vivê-la o mais intensamente possível no intuito de alcançarem a plenitude sexual.
          Concordamos com TIEFER (1981), que afirma que a sexualidade pode sobreviver a qualquer tipo de ferimento ou enfermidade, sob diferentes formas, uma vez que o cérebro é o principal órgão sexual do ser humano, dependendo exclusivamente desse portador em enfrentar os desafios da doença, limitando e superando esta dificuldade, no intuito de alcançarem na íntegra o prazer sexual.
          Nós, profissionais de saúde, não podemos considerar o cliente/paciente com doença cardíaca crônica, com alterações na sua imagem corporal e/ou auto-estima, como meros assexuados. Precisamos vencer, principalmente, nossas próprias dificuldades acerca da sexualidade para que possamos propor formas de encaminhamento que contemplem esse assunto, tanto na formação de novos profissionais quanto nas perspectivas futuras da assistência de enfermagem.


ABSTRACT: The purpose of this study was to understand the sexual adaptation of patients after an acute miocardium infarction. The sample was formed by two subjects, a man (58 years old) and a woman (36 years old), both submitted to a surgery for the revascularization of the miocardium. Data were obtained through interviews. In order to analyse data, authors used the Prose’s Analysis by Andre (1983). Results showed that in the older patient the interest on maintaining life was greater than on his sexual activity while for the younger one the pleasure appeared as an important part of life.


KEYWORDS: sexuality; cardiopathology; sexual adaptation


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDRÉ, M.E.D.A. Texto, contexto e significados: algumas questões na análise de dados 
qualitativos. Cad. Pesq., v.45, p.66-71, 1983.
BRAUNWALD, E. Valvulopatias. In: BRAUNWALD, E. (ed) Tratado de medicina cardiovascular. 4.ed. São Paulo: Roca, 1996. cap. 34, p.1083-157.
CARIDADE, A. Prazer – elogio à vida. In: LOPES, P. G.;CAVALCANTI, R.; ANDRADE, R.P. Sexologia integral. Curitiba: Relisul, 1992. cap.8, p.42-46.
MALDONADO, M.T. Psicologia da atração sexual. In: CAVALCANTI, C. R.;VITIELLO, N. (ed). Sexologia I. São Paulo: Femina, 1984. cap. p. 27-30.
MARIA ,V.L.R.; MODENA, E.M.S.C. Atividade sexual e paciente pós-infartado. Enfermagem Moderna. v.2, n .2, p.22-34, 1984. 
PORTO, C.C. Doenças do coração: prevenção e tratamento. Rio de Janeiro: Koogan, 1998.
SMELTZER, S.C.; BARE, B.G. Brunner & Suddarth: tratado de enfermagem médico- cirúrgica. 7.ed. Rio de Janeiro: Guanabara, Koogan, 1994. cap.17, p.245-53: Sexuali- 
dade humana.
SOUZA, A.C.S.; MIRADA, F.A.N.; CANINI, S.R.M.S. Sexualidade e situação de doença. 
Ribeirão Preto: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto - USP, 1998. / Mimeografado /
TIEFER, L. A sexualidade humana: sentimento e funções. São Paulo: Harper & Row do Brasil, 1981. Cap.5, p.60-75: A sexualidade adulta.


1Parte da monografia apresentada ao Curso de Enfermagem do Centro Universitário Barão de Mauá como requisito para obtenção do grau de Bacharel em Enfermagem, 1999.
2 Enfermeira graduada no Centro Universitário Barão de Mauá
3 Docente do Curso de Enfermagem - orientadora